O Fundo Eleitoral está custeando 95% dos gastos da campanha para prefeito em Bauru, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta semana, os candidatos e partidos tiveram que apresentar a prestação de contas parcial, relativa ao começo da campanha até o último dia 20.
Os dados apontam que as doações de pessoas físicas são pequenas, e alguns candidatos estão também usando recursos próprios. A campanha que mais recebeu dinheiro até agora foi a de Rosana Polatto (PSB), com R$ 450 mil que o PSB enviou.
Já foram usados R$ 194 mil. Em seguida, está Suéllen Rosim (Patriota), que tem R$ 300 mil de seu partido. Ela ainda conta com mais R$ 7,5 mil em doações. A candidata já gastou R$ 167 mil. Ambas usaram parte dos recursos para produzir os materiais de campanha de candidatos a vereador, entre panfletos e adesivos.
Os candidatos Clodoaldo Gazzetta (PSDB), Luiz Carlos Valle (Podemos), Jorge Moura (PT) e Gerson Pinheiro (PDT) também já receberam R$ 100 mil ou mais de suas legendas. No caso de Gazzetta, o PSDB destinou R$ 106 mil, o PL mais R$ 50 mil, e o PTB mandou R$ 650,00. Outros R$ 4,5 mil foram de doações. Valle teve R$ 85 mil do Podemos e R$ 50 mil do PSC, e mais R$ 25 mil de doações.
Na sequência de candidatos que mais arrecadaram, estão Edu Avallone (Republicanos), Sergio Alba (Solidariedade), Renata Ribeiro (PSOL), Raul Gonçalves Paula (DEM), que recebeu recursos do PP, e Sandro Bussola (PSD). Vários deles também usaram parte do dinheiro para produção de materiais de candidatos a vereador de seus partidos ou coligações.
DESPESAS
Até o momento, dois candidatos declararam uma despesa maior do que o valor oficialmente arrecadado. Edu Avallone gastou R$ 88,6 mil, enquanto sua arrecadação foi de R$ 58,1 mil. Já Sandro Bussola teve uma despesa de R$ 227,8 mil, enquanto sua receita foi de apenas R$ 5 mil, toda vinda de doações.
Até o final da campanha, os concorrentes terão que cobrir o valor das despesas, seja com recursos enviados pelas legendas, com doações, ou mesmo com recursos próprios, pois não podem deixar dívidas.
Os maiores gastos dos candidatos são com contratação de pessoal, produção de material gráfico, produção de conteúdo de TV e rádio, e ainda marketing digital e impulsionamentos em mídias sociais.
Desde a eleição passada, as empresas estão proibidas de fazer doações para candidatos. Ainda é possível receber dinheiro de pessoas físicas, desde que o valor não ultrapasse 10% do que esta declarou no Imposto de Renda no ano anterior. Em Bauru, poucos candidatos tiveram doadores.
Mesmo entre os que tiveram, o montante é pequeno diante do valor declarado. Nas declarações do TSE, três candidatos fizeram doações para as suas próprias campanhas, casos de Raul, Jorge Moura e Avallone. Na soma, as campanhas em Bauru arrecadaram até agora R$ 1.470.500,00, sendo R$ 1.410.450,00, o equivalente a 95,9%, do total. Já as despesas somam R$ 882.830,00.
Em Bauru, o limite de despesa para uma campanha de prefeito é de R$ 607.352,88 para cada candidato, no primeiro turno, e R$ 242.941,15 no segundo turno. Já para candidatos a vereador, o limite é de R$ 171.257,10 neste pleito. JCNET
