Prefeito Altair
A Comissão Processante da Câmara de Agudos, que investiga a responsabilidade pelo suposto pagamento irregular feito pela prefeitura ao locutor Everaldo Wagner, no último mês de fevereiro, abriu hoje prazo para que o prefeito Altair Francisco Silva (PRB) apresente sua defesa por escrito. A CP pode receber o documento até segunda-feira, dia 18 de setembro.
Na tarde do último dia 13, o chefe do Executivo agudense foi ouvido pelo presidente da CP, vereador Luciano Durães (DEM), pelo relator Auro Octaviani (PMDB) e pelo membro Patric Teixeira (PRP) em oitiva na sede do Legislativo. Altair negou ter cometido qualquer irregularidade e disse que o pagamento era referente a regularização de débitos de serviços prestados pelo locutor na administração do ex-prefeito Everton Octaviani (PMDB).
Além do prefeito Altair e do locutor Everaldo, os vereadores também puderam tirar dúvidas sobre as versões que Rafael Lima, secretário da educação e cultura de Agudos, e Carlos Lima, secretário de administração e finanças, haviam apresentado antes, na Comissão Especial de Inquérito, que também tratou do pagamento ao locutor.
Já a servidora municipal Camila Rondina, apontada por todos como a responsável por atestar a prestação do serviço, passou mal momentos antes de depor e foi liberada pela CP, a pedido do advogado de defesa da prefeitura, Messias Marques Rodrigues.
Próximas etapas
Após analisar a defesa escrita apresentada pelo prefeito Altair, o relator Auro Octaviani vai apresentar um relatório pedindo a condenação ou absolvição de Altair. O parecer será votado em sessão de julgamento a ser marcada pelo presidente da CP, Luciano Durães, nas próximas semanas. Nela, os parlamentares agudenses vão definir pela cassação, ou não, do mandato do prefeito Altair.
Da esquerda para direita, relator Auro Octaviani, presidente da CP, Luciano Durães, e membro Patric Teixeira ouvem explicações do prefeito Altair e seu advogado Messias Marques Rodrigues
Entenda o caso
A investigação na Câmara teve início após a publicação de denúncia feita por um morador de Agudos no Facebook. Ele questionava o motivo do portal da transparência ter divulgado que a prefeitura teria pago, em fevereiro deste ano, a quantia de R$ 5,8 mil ao locutor Everaldo Wagner, se não havia acontecido nenhum evento na cidade em 2017 até aquela data.
Quando os vereadores foram apurar a denúncia, descobriram ainda que, dias após o pagamento, o locutor também foi contratado como cargo de confiança do governo Altair.
O relatório da CEI, que serviu como base para a abertura da CP, apontou que na maioria dos eventos de que Everaldo disse ter participado ele não estava a serviço do município, como no caso da cavalgada da Casa Pedrina e no rodeio do assentamento do distrito de Domélia, que inclusive é citado na nota fiscal usada para que ele recebesse da prefeitura.
O parecer final da “CEI do Locutor”, aprovado pelos vereadores pelo placar de 9 a 3, na sessão de 14 de agosto, trabalha com a hipótese de favorecimento ao locutor no pagamento, já que Everaldo é do mesmo partido do prefeito Altair e foi o locutor oficial dos comícios dele em 2016. A tese de favorecimento também é ratificada porquê nenhum outro fornecedor da prefeitura que tinha dívida a receber teve seus pagamentos regularizados no governo Altair. (Paulo Tonon MTB: 43.364)

É bem verdade que todo gestor publico tem que ter compromisso e reponsabilidade com a coisa pública, principalmente quando se tratada de dinheiro publico…..mas esta obrigação é de todos os gestores municipais, estaduais ou federal… os que ja foram e deixaram “rabo” e oa que viram a ser…
Pequena correção. Onde esta escrito “viram” leia-se virão…