José Gualberto Tuga Martins Angerami, mais conhecido por Tuga Angerami, foi o último Deputado federal eleito por Bauru com 35.244 votos (PSDB), no período de 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 1999, portanto, há quase 20 anos.
De lá pra cá, a cidade que também já elegeu Tidei de Lima (PMDB) por quatro mandatos 1978, 1982, 1986 e em 1990 (desistiu para ser prefeito em 1992), está sem representante na Câmara Federal. O empresário Alcides Franciscato também foi Deputado federal por três mandatos: 1974, 1978 e 1982.
O “distritão” (se aprovado na reforma política), vai dificultar mais os “potenciais” candidatos por Bauru na corrida por uma cadeira na Câmara dos Deputados, principalmente porque, já são muitos os pretensos concorrentes.
Á pouco mais de um ano das eleições (outubro/2018), a cidade já conta com pelo menos cinco interessados na competição: o ex-prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o Deputado Pedro Tobias (PSDB), se o governador Geraldo Alckimin disputar a sucessão presidencial, o vereador Coronel Benedito Meira (PSB), a vereadora Telma Gobbi (SD) e o advogado Edu Avallone (PRB), isso sem contar os ex-vereadores Raul Gonçalves Paula (PV) e Roque Ferreira (PSOL), que também poderão entrar no páreo.
Para Estadual já manifestam interesses: o vice-prefeito Toninho Gimenez (PTB), o ex-vereador Arildo Lima Júnior (PSDB), se Tobias for Federal, o presidente da Câmara, Sandro Bussola (PDT), o vereador Fábio Manfrinato (PP), e o Deputado Celso Nascimento (PSC), que deve buscar a reeleição.
E o que trata a emenda que estabelece o chamado “distritão”, aprovada na reforma política para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores, pela Comissão da Câmara dos Deputados. Lembrando que a análise dessa proposta não foi concluída e que ainda passará pelo plenário da Câmara (votação em dois turnos e também pelo Senado.
Se o “distritão” for aprovado cada estado ou município vira um distrito eleitoral e serão eleitos os candidatos mais votados, portanto, não são levados em conta os votos para o partido ou coligação.
Assim sendo; torna-se uma eleição majoritária, como já acontece na escolha de presidente da República, governador, prefeito e senador e com isso o novo modelo acaba com os “puxadores de votos”, candidatos com votação expressiva são quem garantem vagas para outros integrantes da coligação cuja votação é inexpressiva, como funciona atualmente.
Portanto, o foco das campanhas tende a passar para os candidatos, fazendo com que os programas dos partidos e das coligações percam espaço, passando o favorecimento das campanhas individuais e candidatos com mais recursos poderão ser beneficiados, o que tornaria mais difícil a renovação na Câmara dos Deputados. Quem Viver Verá!!! NJ.
