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Passadas as comemorações da importante conquista que é a instalação do curso de Medicina na FOB/USP/Bauru, cujo funcionamento está previsto para início de 2018, algumas perguntas permanecem sem resposta.
É que o acordo entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), através de suas respectivas Secretarias de Saúde, prevê que o município assuma a gestão do Hospital de Base, atualmente controlado pela FAMESP (Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar).
E para tanto, a prefeitura terá como contrapartida que injetar R$ 2 milhões/mês nessa parceria. Lembrando que também há recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) e aportes provenientes do Estado, que somam mais de R$ 80 milhões, segundo o prefeito Clodoaldo Gazzetta.
Mas aí vem as perguntas que não podem calar: Como a prefeitura vai investir R$ 2 milhões se o orçamento desse ano, aprovado na legislatura passada, não tem essa previsão; ainda faltam médicos e até remédios nas unidades de saúde, além de leitos hospitalares do qual os pacientes da região também têm acesso.
De acordo com informação do Secretário de Saúde do Município, José Eduardo Fogolin, a prefeitura inicialmente projetava assumir o controle do Hospital de Base a partir de janeiro de 2019, mas também existe a possibilidade de antecipar a gestão para meados do ano que vem.
Mas, por mais boa vontade que partes interessadas tenham aparece outra dúvida. O atual quadro de colaboradores do Hospital de Base (regime CLT/seletivo) pertencem a FAMESP e o rompimento do contrato trabalhista depende de acordo judicial.
Isso sem contar com outros entraves como novos equipamentos, mobiliário, formação de equipes, tanto de servidores quanto de médicos, como proceder as contratações, se haverá concurso público e aí vai…
Procurado, o prefeito Clodoaldo Gazzetta informou que a prefeitura deve assumir o comando do Hospital de Base a partir de janeiro de 2018, mas também admitiu a possibilidade do controle ser imediato.
“Nesse momento as conversas ainda estão em tratativas imobiliário, equipamentos e as equipes (Estado e Município), ainda negociam de como será a administração do Base.
Nós já estamos equacionados do ponto de vista econômico, quando tomei a decisão de assumir o Hospital de Base e claro, que se tiver que antecipar o processo (gestão), nós vamos ter que avaliar internamente como vamos faz com o orçamento do município, mas estamos dialogando com o Estado quase que diariamente para acertar esses últimos detalhes que faltam”, acrescentou.
Disse ainda que a prefeitura não vai mudar a administração que vem sendo executada pela FAMESP, que também responde pelo quadro de funcionários.
Estamos enviando a Câmara Municipal um PROJETO DE LEI que vai nos possibilitar que a FAMESP continue a frente do Hospital de Base e isso não muda nada para os funcionários e vai continuar do jeito que está, a prefeitura apenas vai fazer a gestão.
Segundo o prefeito o custo do Hospital de Base é de R$ 80 milhões, cabendo a prefeitura R$ 24 milhões ou R$ dois milhões/mês e o restante para o custeio total será de serviços de alta complexidade do SUS (Sistema Único de Saúde) e suporte do Estado.
Buscamos informações junto à Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Saúde sobre quadro de funcionários, médicos, custo operacional do Hospital de Base, receita e despesa, manutenção de equipamentos e não recebemos respostas.
Já a Assessoria de Imprensa da Famesp adiantou que o Hospital conta com 1.220 funcionários, todos contratados em regime de CLT sem estabilidade.
Já o Secretário Estadual David Uip, que também participou do cerimonial, disse em coletiva à imprensa que a transferência de comando seria imediata. Quem Viver Verá!!! NJ
