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Quociente eleitoral

by nevadaduartina abril 22, 2018 No Comments

Encerrado o período de filiações partidárias para quem deseja ser candidato nas próximas eleições, mais de vinte bauruenses anunciam que irão disputar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Os mais experientes viveram ansiedade no período que antecedeu o fim do prazo das filiações partidárias, acompanhando diariamente as mudanças dos chamados puxadores de votos.

Claro que é de conhecimento público que não adianta o cidadão ter uma grande votação, se seu partido não tiver uma chapa homogênea que venha a garantir o quociente eleitoral. Vamos supor que no Estado de São Paulo, tenhamos 14 milhões de votos válidos para Deputado Federal. Como temos 70 cadeiras na Câmara Federal para representantes paulistas, a conta é simples: divide-se os quatorze milhões de votos por 70 e cada cadeira custa 200 mil votos.

Poucos pagam suas próprias cadeiras e alguns, como Dr. Enéas, Celso Russomano e Tiririca além de pagarem as suas, ainda levaram outros candidatos de seus partidos ao parlamento federal. O caso mais gritante foi o de Enéas, que elegeu no hoje inexistente PRONA, deputados federais com menos de 300 votos, votação está insuficiente para o cidadão se eleger vereador, em qualquer cidade média.

A chamada linha de corte, nos grandes partidos deixa de fora candidatos com expressiva votação. Nas eleições passadas, Mendes Thame, do PSDB e ex-prefeito de Piracicaba, ficou de fora, mesmo obtendo 106 mil votos, assim como o presidente da Federação dos Comerciários, Motta que com 95 mil votos pelo PTB e Ricardo Silva com quase 100 mil votos, pelo PDT igualmente, ficaram de fora.

Em contra partida, o PRB com o milhão e meio de votos conquistados por Celso Russomano, garantiu a eleição de Fausto Pinato com 22 mil votos e o PR de Tiririca, elegeu Miguel Lombardi, com 32 mil votos. Muitos apostam que a história pode se repetir, com a candidatura de Celso Russomano pelo PRB, garantindo a eleição de candidatos com baixa votação, em detrimento de candidatos de outras legendas que mesmo chegando a expressivas votações, ficarão de fora.

Hoje, a nível de São Paulo, poderíamos dizer que as legendas mais carregadas e que necessitam de maior número de votos para o cidadão se eleger deputado federal são o PSDB, o PSB e o PTB. Candidatos destas legendas, para garantirem a eleição, precisarão no mínimo de 100 mil votos, segundo experientes analistas políticos.   O PR tenta dissuadir Tiririca e convencê-lo a ser candidato novamente, confiando que o mesmo continuará sendo um grande puxador de votos.

Outros partidos, buscam nomes nos setores esportivo, cultural que tenham condições de surpreenderem e puxarem votos para suas legendas. Nem sempre, entretanto, confirmam a previsão e o caso mais evidente nas eleições passadas foi o de Sergio Reis, que apostavam que seria um campeão de votos e o mesmo teve pouco mais de 50 mil votos, elegendo-se graças a votação de Russomano.

Da mesma forma, poderíamos falar das eleições para a Assembleia Legislativa, onde não tivemos nenhum grande puxador de votos e sim, chapas homogêneas, sem muita disparidade entre seus integrantes. Fernando Capez, Coronel Telhada e Orlando Morando, todos do PSDB, foram os três mais votados, somando entre si, quase um milhão de votos e mesmo com esta expressiva votação, não beneficiaram os menos votados da legenda.

João Caramez e Dilador Borges tiveram mais de 70 mil votos cada e ficaram de fora da composição da Casa Legislativa, enquanto Clélia Gomes (PHS) com 25.000 votos e Gileno (PSL) com 34.000 votos foram eleitos. Podemos afirmar desta forma que não basta o cidadão ter votos, dependerá sempre do quociente eleitoral e desta forma, nomes conhecidos, testados anteriormente nas urnas, poderão ter belas votações e ficarem de fora, considerando resultados históricos de outras eleições.

Tudo isso, nos leva a defender a realização de uma reforma política, ampla e geral, para que distorções como esta sejam corrigidas. Antonio Pedroso Junior, o Chinelo.

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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