Exatos 94 dias após colocar cerca de 140 mil moradores de Bauru (SP) em sistema de racionamento de água, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) anunciou no início da tarde de hoje, sábado (19) o fim do rodízio implantado no último dia 16 de setembro.
Segundo o DAE, a suspensão do racionamento para as regiões atendidas pelo sistema do Rio Batalha foi possível pela estabilização do nível da lagoa de captação do manancial devido ao aumento no regime de chuvas dos últimos dias.
A partir de agora, diz a nota do DAE, a região então afetada “deve passar a receber água de maneira contínua e simultânea”. Para isso, o sistema de captação da água opera com vazão máxima de produção, que é de 550 litros por segundo.
A autarquia explica que o rodízio foi necessário devido à estiagem e ao atraso das chuvas comuns da época da primavera, causado pelo fenômeno climático La Niña.
No início do mês, apesar de a lagoa ter atingido seu nível ideal, o DAE manteve o rodízio sob alegação de que, ao operar com sua capacidade máxima, o sistema retira muita água em um curto espaço de tempo, o que leva à queda brusca do manancial caso não haja constância de chuvas. Neste sábado, a lagoa marcava 3,17 m, muito próximo do nível considerado ideal, que é de 3,20 m.
O DAE informou que vem trabalhando para que a reserva de água na cidade e o abastecimento sejam ampliados e para que o impacto destes meses com menos chuvas seja cada vez menor. Para 2021, um novo poço será perfurado na região da Praça Portugal, uma das atendidas pelo Batalha.
Torneiras secas
Desde que teve início, o rodízio no abastecimento de água passou por diversas alterações. No início, os bairros da região atendida pelo Batalha foram divididos em dois grupos, com seu cronograma alterado cinco dias depois de inaugurado.
Mas a situação seguiu crítica e, no início de outubro, o sistema foi novamente alterado, aumentando para três dias os períodos de torneiras secas para os moradores de cada um dos grupos. Desta vez, os bairros foram separados em quatro grupos. G1 Bauru/Marília
