O vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, pediu hoje, segunda-feira (05), que investidores privados façam investimentos privados direto em ações de preservação da Amazônia, para não pressionar o teto de gastos.
— Nós temos que trabalhar junto ao setor privado, para que o setor privado invista diretamente, sem intermediação, quando muito utilizando projetos dos estados da Amazônia Legal, porque esses não são impactados pelo teto de gastos — disse, acresentando:
— Quando vem esse financiamento externo para dentro do próprio governo federal ele impacta no teto de gastos. Não adianta eu jogar R$ 1 bilhão dentro do nosso orçamento federal vindo de doações, porque ele impacta o teto — eu tenho que tirar para o outro lado esse mesmo R$ 1 bilhão que entrou. Essa é a situação que nós vivemos hoje — explicou.
Questionado sobre a cifra mencionada pelo candidato do Partido Democrata, Joe Biden, à Presidência dos Estados Unidos, que prometeu U$ 20 bilhões de dólares para ações de preservação no Brasil, Mourão disse que é um “execelente” valor, mas, “enquanto tiver o teto de gastos, ele não adianta nada”.
— U$ 20 bilhões, com o real de hoje, são mais de R$ 100 bilhões. É um número excelente, mas, se for entrar diretamente no nosso orçamento, enquanto tiver o teto de gastos, ele não adianta nada — afirmou. O GLOBO
