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Oito cidades que podem ser ‘extintas’

by nevadaduartina novembro 15, 2019 2 Comments

Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelou que, na região, oito municípios pequenos e com baixa autonomia financeira poderão ser extintos a partir de 2025. A medida integra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo entregue pelo governo federal na semana passada ao Senado.

Pela proposta, cidades com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total deverão ser incorporadas por cidades vizinhas. Uru, Fernão, Lucianópolis, Borebi, Presidente Alves, Cabrália Paulista, Ubirajara e Boraceia estão na lista dos municípios que poderão deixar de existir se a PEC for aprovada pelo Congresso da forma como foi proposta pelo governo federal.

Segundo José Paulo Nardone, diretor da Unidade Regional (UR) de Bauru do TCE, o levantamento levou em conta dados de 2018 referentes à população, receita própria (arrecadação de IPTU, ISS, ITBI) e receitas de transferências (Fundo de Participação dos Municípios – FPM).

No caso de Fernão, que tem 1.704 habitantes, os dados mostram que a arrecadação própria da cidade representa menos de 4% do total da receita tributária. Já Paulistânia, com 1.832 habitantes, ficou de fora dessa lista porque arrecada quase 12% da sua receita total.

“Isso mostra que é possível um município pequeno conseguir ter uma arrecadação boa”, diz Nardone. Uma situação considerada peculiar é a de Boraceia que, apesar de ter boa arrecadação, se enquadra nos critérios da PEC pelo montante elevado das transferências que recebe.

DISCUSSÃO

Para o diretor da UR de Bauru do TCE, a proposta do governo federal em tramitação não será de fácil implementação. “O Tribunal realmente reconhece que há municípios praticamente inviabilizados no que concerne à sua sustentabilidade pelo simples motivo de ele não ter uma arrecadação que o torne autossuficiente. Ele depende de repasses”, diz.

“Mas o Tribunal, como instituição, não defende extinção dos municípios porque há outros aspectos a serem sopesados. Por exemplo, quadro de servidores. No município pequeno o principal empregador é a prefeitura. Se extinguirmos o município, o que nós vamos fazer com esse quadro de servidores? Ou ele será absorvido pelo outro município ao qual será incorporado?”.

Segundo Nardone, a PEC precisa ser bastante discutida para que as mudanças contemplem particularidades de cada cidade. “Em que pese o argumento de que os municípios são insustentáveis – e de fato o Tribunal confirma isso por meio de números -, no meu entendimento, essa discussão tem que ser aprofundada e todos os aspectos precisam ser avaliados”, afirma.

Entre as propostas defendidas por ele, estão a ampliação do prazo para que as incorporações de municípios ocorram, além da oferta de oportunidades para que as cidades possam incrementar a sua arrecadação e melhorar a sua gestão, tornando-se autossustentáveis financeiramente.

O prefeito de Cabrália Paulista, José Madrigal Ruda Filho (PTB), o Zequinha Madrigal, informou que irá participar de um encontro organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pela Associação Paulista de Municípios (APM) no próximo dia 19, às 14h, na Capital, para discutir a PEC do pacto federativo.
“A proposta é muito ampla. Na realidade, não sabemos se será imediata, se será para 2023, se vai dar tempo para os municípios tentarem se adequar”, declara. “Tem várias situações que precisam ser discutidas. O FPM desses municípios vai ser repassado integralmente para os que ficarem?”.

Em um vídeo postado em sua página no Facebook, o prefeito de Boraceia, Marcos Bilancieri, disse não acreditar na aprovação da proposta do governo pelos senadores. “O (Paulo) Guedes (ministro da Economia) apresentou a proposta sem estudo, sem embasamento legal, sem perguntar à sociedade”, critica.

“Nós temos certeza que os deputados e senadores, que foram eleitos pelos habitantes desses mais de 1 mil e 200 municípios, jamais permitiriam fazer um serviço desses. Enquanto eu for morador de Boraceia, enquanto eu for cidadão boraceense, Boraceia será município. Nós geramos mais impostos para o governo do estado e da União do que recebemos de volta”. JCNET

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2 Replys to “Oito cidades que podem ser ‘extintas’”

  1. Sérgio Alba disse:
    novembro 15, 2019 às 2:31 pm

    Resta saber se apoiadores de Bolsonaro dessas cidades apóiam a iniciativa!!

    Responder
    1. nevadaduartina disse:
      novembro 15, 2019 às 7:36 pm

      Obgdo pela participação…..Quem Viver Verá!!!

      Responder

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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