O procurador-geral da República, Augusto Aras , não vê nenhum risco à integridade das informações sigilosas presentes nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) solicitados por Dias Toffoli ao Banco Central — conforme mostrado hoje pelos repórteres Reynaldo Turollo Jr. e Thais Arbex — se, de fato, Toffoli não teve acesso a nenhum dado.
“Como o presidente anunciou que ele não deu acesso a ninguém e tampouco teve acesso, isso torna desnecessária qualquer medida. Não há risco da integridade do sistema financeiro, então não há medida alguma para o PGR tomar”.
Aras afirmou que vai esperar o julgamento da semana que vem no plenário do STF, em que será decidido se os ministros mantêm ou derrubam a liminar de Toffoli que suspendeu todos os processos investigativos criados a partir do repasse de dados detalhados de Coaf, Receita Federal e Banco Central.
A liminar de Toffoli beneficiou Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro a partir de informações detalhadas entregues pelo Coaf. Se perceber que há risco à integridade do sistema financeiro, Aras entrará com um mandado de segurança.
“A questão é menor do que está sendo discutida. Não vou entrar com medida de segurança ou algo assim (sobre o acesso de Toffoli aos relatórios de inteligência). Não há risco para o sistema financeiro. Vou aguardar o julgamento para depois ver como fica a situação”, afirmou, complementando: “Se o pessoal queria sangue, não vai ter. É isso. O resto é fofoca”. ÉPOCA/G1
