
Muito tem se discutido sobre a propalada indenização milionária que a Prefeitura de Bauru terá que pagar pela desapropriação da decantada Floresta Urbana, tanto que uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi instalada para apurar como que o município deixou a dívida chegar a este montante e claro, investigar quem foram os responsáveis por esta “cacetada”.
Entretanto, um Atestado de Valor Venal emitido “on-line” pela Prefeitura vem colocar um pouco de água na fervura, afinal o valor é de pouco mais de R$ 32 milhões de reais, valor praticamente igual ao do precatório, tornando os valores realmente incontestáveis. Resta saber se as áreas vizinhas possuem o mesmo valor venal.
Por qual motivo, a Prefeitura teria colocado esta área com valor estratosférico?
Estão culpando um servidor comissionado que passou pela SEPLAN e que teria concordado com os valores na época, entretanto, se este acompanhou o valor venal estipulado pela Prefeitura, inexiste culpa deste servidor em questão.
Ou, não?
O que a CEI precisa descobrir, se possível for, é como foi realizada a fixação deste valor pela SEPLAN, em que época e com qual objetivo. Se levantarem este tapete, pode ser que esqueletos saiam correndo.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo.
