Mulheres e ativistas LGBT fazem protesto em Santiago contra a visita de Bolsonaro ao Chile: presidente disse na entrevista que estavam tentando contragê-lo Foto: MARTIN BERNETTI/AFP
Em entrevista concedida ao canal da Televisão Nacional do Chile (TVN) na noite de ontem, sexta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se incomodou com perguntas sobre sua posição com relação a minorias e reiterou que “o Brasil não tem nenhuma pretensão de militarmente entrar na Venezuela”. Ele afirmou ainda que na conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não se mencionou claramente a palavra militar”.
Apresentado pelo canal chileno como “o polêmico presidente do Brasil”, Bolsonaro teve de responder a perguntas sobre sua posição em relação a minorias, mulheres e homossexuais, o que o deixou claramente incomodado.
— Vocês estão tentando me constranger (com essas perguntas) — disse o presidente, que negou todas as acusações. Segundo Bolsonaro, “a imprensa me acusa de todas essas coisas, que não gosto das mulheres, dos negros, dos gays, se fosse verdade eu não teria conseguido uma votação expressiva”.
Perguntando especificamente sobre os movimentos feministas, o presidente brasileiro disse que não tem nada contra, mas “não posso permitir que certos ativistas tentem impor estes comportamentos em escolas de ensino fundamental. Este tipo de comportamento (de impor nas escolas) não será admitido mais no Brasil”. O Globo/G1
