Eduardo Bolsonaro perto do pai, o presidente Jair Bolsonaro, durante encontro com o chefe da Casa Branca, Donald Trump Foto: Jussara Soares
Foi Eduardo Bolsonaro , deputado federal e filho do presidente, que acompanhou JairBolsonaro no seu muito aguardado encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump , nesta terça-feira. Já o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo , não estava presente no Salão Oval, o centro do poder na Casa Branca, onde os dois chefes de Estado deram breves declarações à imprensa antes de uma reunião a portas a fechadas.
Estavam também em cena dois tradutores; o conselheiro de Segurança Nacional americano, John Bolton, que já visitara Bolsonaro no ano passado no Rio; e a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.
Eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara (CREDN) na semana passada, Eduardo já vinha atuando como chanceler informal desde antes de assumir este cargo. Em novembro passado, já fizera viagem a Washington representando o governo do pai. Na ocasião, se encontrou com autoridades americanas, incluindo Jared Kushner, conselheiro-sênior da Casa Branca e genro de Trump, e lideranças conservadoras.
Eduardo também estava presente numa visita surpresa na segunda-feira à Agência Central de Inteligência (CIA) com seu pai e o ministro da Justiça, Sergio Moro. O encontro não estava previsto nas agendas oficias do presidente e de Moro.
‘Grande aliança’, diz Trump
Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump lado a lado antes de reunião a portas fechadas em Washington Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP
Bolsonaro chegou de carro à Casa Branca na tarde desta quarta-feira e foi recebido por Trump, que o esperava na entrada. Os dois presidentes trocaram camisas de futebol. Elogiando a campanha de Bolsonaro, Trump destacou que os dois países nunca estiveram tão próximos quanto agora.
— A campanha dele foi incrível. Algumas pessoas disseram que lembraram da nossa campanha quando pensaram na campanha dele. Ele afirmou ainda que a aliança com o Brasil nunca foi tão grande.
— Temos uma grande aliança com a Brasil, a maior que já tivemos. Como havia feito na véspera, Bolsonaro, por sua vez, ignorou as seguidas visitas de seus antecessores aos Estados Unidos, e disse que o Brasil mudou “após algumas décadas de presidentes antiamericanos”:
— É uma satisfação estarmos nos Estados Unidos depois de algumas décadas de presidentes antiamericanos. O Brasil mudou a partir de 2019. E obviamente temos muito a conversar, muita coisa a oferecer um para o outro para o bem dos nossos povos — afirmou Bolsonaro.
No início do encontro, Trump confirmou que a Venezuela será um dos temas centrais da conversa dos dois e disse que discutirá “todas as opções” com o brasileiro. Questionado pelos jornalistas presentes, Trump também confirmou que apoiará a entrada do Brasil na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). G1
