VICE-PRESIDENTE GENERAL HAMILTON MOURÃO (FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)Entre elas, ele citou mudanças nas regras de transição (que inclui uma espécie de “pedágio” sobre o tempo que falta para a aposentadoria) e a introdução do modelo em que a pessoa contribui para uma conta individual que no futuro servirá para pagar os benefícios, chamado de capitalização.
O principal ponto da proposta de Temer é estipular como idade mínima para se ter direito à aposentadoria no Brasil 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, ao fim de um período de duas décadas de transição.
No início do mês, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a reforma da Previdência poderia ser encaminhada ao Congresso de forma “fatiada”, com foco inicial no estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, respeitando uma diferença de tempo entre homens e mulheres.
Sobre a fala de Bolsonaro, Mourão disse que o fatiamento era uma referência ao fato de a proposta envolver diferentes medidas, entre elas o estabelecimento de idade mínima, mas que a votação seria feita de uma única vez.
Impostos
Mourão também defendeu a aprovação da reforma tributária como outra prioridade do próximo governo. “A reforma tributária é tão importante quanto a previdenciária”, disse o futuro vice-presidente. Para ele, o País está “afogado em tributos”.
Questionado sobre a estratégia de Bolsonaro de dialogar inicialmente com frentes temáticas – como as bancadas ruralista ou da segurança -, Mourão considera que o presidente eleito já falou com todos os partidos e tem “habilidade” para lidar com o Congresso, principalmente pela sua experiência como parlamentar. Ele dialogou com o antigo Congresso, com o novo ainda não. “Boa parte da Câmara foi renovada”, ponderou.
