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89 toneladas de peixes mortos no RJ

by nevadaduartina dezembro 23, 2018 No Comments

Mais de 89 toneladas de peixes mortos tinham sido retirados da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, até o fim da manhã de hoje,  domingo (23). Os peixes começaram a aparecer mortos na quinta-feira (20), data em que a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) começou o trabalho de retirada dos peixes do local.

A  Comlurb encerrou as atividades no local, após recolher 89,23 toneladas de peixes mortos do local. Nesta manhã, quem passava pelo local não sentia mais o cheiro forte dos últimos dias, nem via os animais mortos boiando. Ao todo, 662 profissionais, sendo 601 garis e 61 agentes de limpeza urbana, trabalharam no local, que também contou com o uso de quatro catamarãs.

Peixes mortos apareceram na Lagoa Rodrigo de Freitas na manhã desta quinta (20) — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Peixes mortos apareceram na Lagoa Rodrigo de Freitas na manhã desta quinta (20) — Foto: Marcos Serra Lima/G1

A causa da morte dos peixes ainda é uma incógnita, segundo o biólogo Mario Moscatelli. “A princípio, você tem lançamento de esgoto, tem o canal do Jardim de Alah que está assoreado e não está havendo troca de água. E esse maçarico ligado. Eu já entrei aqui dentro da água e a água parece banho-maria. Não tem oxigênio para os peixes e o bicho está morrendo”, explicou o biólogo.

Para o biólogo David Zee, o risco desta mortandade era iminente dado o calor excessivo. Segundo ele, a água poluída da Lagoa funciona como alimento para o crescimento acelerado e anormal de microalgas, e o aumento das horas de insolação torna esse processo ainda mais rápido.

Garis trabalhavam no recolhimento de peixes mortos na Lagoa na manhã desta sexta (21) — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Garis trabalhavam no recolhimento de peixes mortos na Lagoa na manhã desta sexta (21) — Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Ainda segundo o biólogo, o fenômeno climático El Niño promove as altas temperaturas no sudeste brasileiro, e o bloqueio das entradas de frentes frias deixa as águas costeiras do Rio de Janeiro estagnadas. O biólogo também informou que a baixa renovação das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas agrava ainda mais a situação.

Moscatelli afirma que a situação da Lagoa Rodrigo de Freitas melhorou nos últimos anos, mas que estamos em uma outra condição climática.

“A gente precisa se atualizar e evitar esgoto, evitar o assoreamento do canal do Jardim de Alah. E precisa entender o que está acontecendo a cada ano, cada vez mais quente e atuando diretamente no ecossistema. A Lagoa é um ecossistema naturalmente frágil. Se a gente não se modernizar, isso vai ser uma prática comum a cada verão”, destacou Moscatelli.

Ao todo, 662 profissionais, sendo  601 garis e 61agentes de limpeza urbana, trabalharam no local. — Foto: DivulgaçãoAo todo, 662 profissionais, sendo  601 garis e 61agentes de limpeza urbana, trabalharam no local. — Foto: Divulgação

Ao todo, 662 profissionais, sendo 601 garis e 61agentes de limpeza urbana, trabalharam no local. — Foto: Divulgação

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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