Vereadores da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal de Bauru ouviram, hoje (31/08), Waldir Antônio Gobbi Augusto, ex-diretor financeiro do DAE, a respeito de aplicação financeira em caderneta de poupança de recursos do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE).
A operação – efetivada no ano passado – envolveu R$ 1 milhão e foi apontada como desaconselhável pela Consultoria Administrativo-Financeira do Poder Legislativo na análise dos balancetes do FTE, referentes, ao 1º e 2º Quadrimestres de 2016.
Aos parlamentares, Waldir Antônio Gobbi explicou ter optado pela aplicação em poupança – no Banco do Brasil – do referido valor para fins de experiência, já que, em junho do ano passado, quando a operação foi realizada, a caderneta rendia 0,7053%, enquanto o fundo de renda fixa – da Caixa Econômica Federal – rendia 0,7029%. “Se isso evoluísse, seria interessante fazer um trabalho mais profundo nesse sentido”, pontuou o ex-diretor financeiro do DAE.
Gobbi reconheceu, porém, que, em razão de outros problemas que surgiram na gestão financeira da autarquia, deixou de acompanhar a evolução da aplicação na caderneta, que, posteriormente, deixou de ser favorável, como apontou a Consultoria Administrativo-Financeira da Câmara.
Depois da observação feita pelo Poder Legislativo, o dinheiro voltou para o fundo de renda fixa da Caixa. Antes da elaboração do relatório final pela comissão, o vereador José Roberto Segalla (DEM), nomeado relator do processo, externou a intenção de recomendar que seja institucionalizada no DAE uma política de avaliação conjunta, entre toda a diretoria do departamento, a respeito das decisões que versem sobre as aplicações do FTE.
Isso porque, segundo o relato do senhor Waldir Antônio Gobbi, atualmente, a responsabilidade é centralizada na figura do diretor financeiro da autarquia.
Presidente da comissão, o vereador Markinho Souza (PP) sugeriu a contratação de empresa especializada em gestão de investimentos para avaliar e monitorar frequentemente as aplicações, já que existem no mercado financeiro opções mais rentáveis e menos conservadores para se obter maiores rendimentos por meio do FTE.
Durante a reunião, o ex-diretor do DAE reiterou ainda que a aplicação na caderneta de poupança se deu em conformidade com a legislação, que exige apenas o direcionamento dos investimentos a instituições bancárias oficias. (Assessoria de Imprensa da CMB).
