
A decisão da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas de que Lula seja candidato a Presidência da República, continua gerando controvérsias. Setores afirmam que a decisão tem que ser cumprida, pelo fato do Brasil ser signatário de Tratado Internacional que regulamenta a questão. Outros, afirmam que não e que a decisão da ONU é meramente indicativa, podendo o Brasil acatar ou não.
Pelo sim ou pelo não, a confusão está armada, beneficiando a incomum popularidade de Lula, que mesmo preso e afastado da mídia e do contato popular, continua em alta nas pesquisas eleitorais.
Fato inédito na história política do Brasil.
Um preso e apenado, recebendo a preferência popular.
Não quero aqui e agora, discutir se está feita ou não justiça no caso de Lula, entretanto, somos obrigados a reconhecer que a campanha encetada contra o ex-presidente pela grande imprensa, obteve efeito contrário e o tal do “sapo barbudo” continua a conquistar apoios tanto no Brasil como no exterior.
A grande mídia conseguiu edificar um mito e está difícil se livrar dele, pois como diz o povo em sua sabedoria popular, o cara parece massa de bolo. Quanto mais apanha, mais cresce.
Na semana passada, a Justiça Brasileira colecionou uma derrota inédita, com a INTERPOL determinando que o nome de Tacla Duran, saia da lista dos procurados, embasando sua decisão na afirmativa de que a sentença condenatória de Sergio Moro não possui fundamentação legal. Aliás, as mesmas denúncias que a defesa de Lula tem realizado no Brasil, no exterior e com base na qual obteve a decisão da Comissão de Direitos Humanos da ONU.
Interessante é registrar a declaração do candidato Bolsonaro: “ se for eleito, o Brasil sai da ONU. Aquilo não serve para nada, é um antro de comunistas que pouco liga para a América do Sul”.
Sem comentários, pois se irmanados com o mundo, a situação está a beira do caos, imaginem, só, rompendo com a ONU, como ficará. Para os defensores de Lula, a triste realidade: o Brasil não é obrigado a cumprir a determinação da ONU.
Antonio Pedroso Junior, o Chinelo
