Mesmo com as notícias que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai barrar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República, os petistas ainda mantêm o discurso de que o ex-presidente é o único presidenciável do PT. Em visita à Santo André, ontem, terça-feira (8), o presidente estadual do partido, Luiz Marinho, afirmou que o protocolo de candidatura do ex-mandatário da nação será realizado mesmo que Lula esteja preso no dia 15 de agosto.
Na teoria de Marinho, o ex-presidente “não perdeu seus direitos políticos”. “Conhecemos bem a constituição, conhecemos bem as regras eleitorais. O presidente Lula não perdeu os seus direitos políticos, portanto, ele será candidato a presidente da república. Escrevam o que estou falando, o Lula será o nosso candidato a presidente da República”, afirmou.
Inclusive o partido vem se organizando para que as conversas com o ex-presidente sobre seu plano de governo sejam mantidas mesmo com a prisão. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) é um dos possíveis nomes que visitarão Lula na prisão nos próximos dias para despachar sobre as próximas movimentações em torno da pré-candidatura.
Sobre Haddad, o ex-chefe do Executivo de São Bernardo garantiu que não existem conversas para que o petista seja o “plano B” caso Lula não tenha condições legais para ser candidato. “O Haddad vai fazer aquilo que o Lula mandar. Se ele estivesse no meu lugar, ele falaria o mesmo”, completou Marinho.
Disputa pelo Palácio dos Bandeirantes
Pré-candidato ao Governo do Estado, Luiz Marinho garantiu que a estratégia para o período eleitoral é “estadualizar” os 49% de rejeição de João Doria (PSDB) no momento em que deixou a Prefeitura da Capital. Outro ponto é insistir no não cumprimento de promessa por parte do tucano que garantia durante as eleições de 2016 que não renunciaria para disputar o pleito deste ano.
Outro ponto é se apoiar no histórico das eleições de 2008. “Há dez anos, exatamente em maio, eu tinha 3% e meu adversário tinha 38%, e por pouco não ganhei no primeiro turno. Nós vamos conversar, vamos entrar no debate, vamos encarar a disputa e vamos ver o que vai acontecer”.
O petista também aposta na “briga” causada no bloco mais ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) formado por João Doria, Marcio França (PSB) e Paulo Skaf (MDB). “Quanto mais eles brigarem, melhor. Que deixem o debate de propostas para a gente”, resumiu Marinho. RD – Repórter Diário
