A Secretaria de Obras e a empresa Hidrostudio apresentaram à Câmara Municipal, ontem, quinta-feira (22/03), detalhes do projeto contratado pela Prefeitura de Bauru visando à mitigação das inundações na avenida Nações Unidas. Ao custo estimado de R$ 275 milhões, a primeira etapa das obras apontadas como as mais viáveis para o objetivo consiste no reforço das galerias pluviais sob a via e na construção de dois reservatórios, que teriam a função de controlar a vazão da água.
A proposta foi explanada, inicialmente, em reunião restrita aos vereadores e, em seguida, em Audiência Pública, ambas realizadas no Plenário Legislativo.
Participaram o presidente da Casa, Sandro Bussola (PDT), Fábio Manfrinato (PP) e Luiz Carlos Bastazini (PV) – membros da Comissão de Obras e Serviços Públicas -, além dos parlamentares Roger Barude (PPS), Miltinho Sardin (PTB) e Yasmim Nascimento (PSC). José Roberto Segalla (DEM) e Mané Losila (PDT) foram representados por assessores.
O engenheiro Júlio Canholi, da Hidrostudio, explicou que a primeira etapa do projeto atinge o critério mínimo de riscos exigido pelo governo federal para a liberação de recursos, já que o município não dispõe de dinheiro para executar as intervenções.
Em obras de macrodrenagem, os riscos são medidos em Tempo de Retorno (TR), que estima em quantos anos há a probabilidade de registro de chuvas com potencial para inundar a via. No caso, o TR da primeira etapa do projeto é de 25 anos. Já a segunda etapa – orçada em mais R$ 65 milhões – elevaria o TR para 100 anos e consiste na construção de outros dois reservatórios, totalizando quatro.
Reservatórios
Júlio Canholi afirmou que reservatórios semelhantes aos previstos no projeto já são realidade em diversas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Os dois da primeira etapa, contemplados no orçamento de R$ 275 milhões, foram projetados para a praça do playground do Parque Vitória Régia e para a esquina da Nações Unidas com a Rodrigues Alves.
Já os outros dois, planejadas para posterior execução, devem estar na Praça Salim Haddad e na Alameda Octávio Pinheiro Brisolla. O projeto prevê ainda obras de microdrenagem, com 42.761 metros de galerias em vias ao redor da Nações Unidas, 699 bocas de lobo, 87 grelhas e 735 poços de visita.
Projeto executivo
Secretário de Obras, Ricardo Olivatto ressaltou que as intervenções apresentadas não serão executadas em curto prazo, até mesmo em razão da necessidade de contratação de projeto executivo para as obras, já que o objeto do estudo elaborado pela Hidrostudio consiste no projeto básico.
O vereador Roger Barude destacou a necessidade de o município buscar formas de contratar este segundo projeto, já que, só com ele, conseguirá pleitear a liberação de verbas para viabilizar a mitigação das inundações.
O apontamento se deu após a informação de que o projeto executivo custará entre 4% e 5% do orçamento estimado para a obras. Também participaram da audiência as secretárias municipais de Planejamento, Letícia Kirchner, e Meio Ambiente, Mayra Fernandes da Silva. Assessoria de Comunicação da CMB
