Dois hospitais municipais da cidade de São Paulo estão com 100% dos leitos UTI destinados para a Covid-19 lotados. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, o Hospital Vila Santa Catarina e a Santa Casa de Santo Amaro, ambos na Zona Sul da capital paulista, estão sem vagas.
A elevação no número de internações, entretanto, atinge diversos hospitais da rede. O Hospital da Brasilândia, na Zona Norte, registra 74% de ocupação.
- Hospital de Parelheiros: 43%
- Hospital da Brasilândia: 74%
- Hospital da Guarapiranga: 54%
- Santa Casa de Santo Amaro: 100%
- Hospital Vila Santa Catarina: 100%
Mortes e casos no estado
O valor de ontem, domingo variou -10% em relação ao registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de estabilidade. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram registradas 37 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da pandemia para 46.845.
Já o total de casos confirmados da doença subiu para 1.471.422, considerando os 3.469 novos registros nas últimas 24 horas. Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para outro, mas sim que foram contabilizados no sistema neste período.
As notificações costumam ser menores aos finais de semana e feriados, quando as equipes de saúde trabalham em esquema de plantão. Os valores podem voltar a subir na próxima semana, quando os dados represados durante o feriado prolongado de Ano Novo devem ser atualizados.
As internações têm se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças. A última vez em que o estado tinha registrado mais de 10 mil pacientes internados havia sido em 20 de setembro.
Flexibilização
Hoje, segunda (4), o estado voltou para a fase amarela da quarentena, em que é permitida a abertura do comércio e de outras atividades não essenciais. A exceção é a região de Presidente Prudente, que por conta dos indicadores de internações permanecerá na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo de flexibilização da economia.
Para tentar conter o avanço da contaminação, a gestão João Doria (PSDB) regrediu todo o estado para a fase vermelha, mais restritiva da quarentena, nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro.
Durante o período, apenas serviços essenciais eram autorizados a funcionar, mas várias cidades e estabelecimentos comerciais não seguiram as determinações. Houve aglomeração em praias e registros de festas clandestinas em todo o estado durante a virada de ano.
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, uma força-tarefa organizada pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o governo do estado dispersou 6.700 pessoas de festas clandestinas na capital paulista durante o período do Natal e Ano Novo.
Nas duas semana, foram fiscalizados 52 estabelecimentos comerciais, denunciados por descumprimento das recomendações da fase vermelha. Destes, 11 foram interditados, segundo a gestão municipal. G1
