Prestes a tomarem posse amanhã, dia 1 de janeiro para o mandato que vai até 31 de dezembro de 2024, os vereadores eleitos de São Paulo gastaram conjuntamente mais de R$ 21,8 milhões para conquistarem cada uma das 55 cadeiras do parlamento paulistano, segundo a prestação final de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O gasto médio por voto de cada vereador eleito foi de R$ 10,68. Os parlamentares que tiveram os menores gastos por voto na cidade foram os candidatos Marlon do Uber (Patriota) e Sonaira Fernandes (Republicanos), que gastaram, respectivamente, R$ 0,35 e R$ 0,33 centavos por cada voto recebido e fizeram também as campanhas mais baratas da capital paulista.
As campanhas mais caras entre os parlamentares eleitos em 2020 foram as dos vereadores Milton Leite (DEM) – segundo parlamentar mais votado da casa, perdendo apenas para Eduardo Suplicy (PT), além de Rodrigo Goulart (PSD), Janaína Lima (Novo) e Eduardo Tuma (PSDB) – que renunciou ao mandato para assumir o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Município (TCM).
Atual presidente da Casa, Milton Leite (DEM) gastou R$ 2,5 milhões para se manter na Câmara Municipal no próximo mandato, o sexto dele como vereador da cidade. O valor gasto por Leite na campanha é 423 vezes maior que a nova colega, Sonaira Fernandes, que gastou apenas R$ 5,9 mil para conquistar 17.881 e ser vereadora pelos próximos 4 anos, primeiro mandato dela como parlamentar.
Milton Leite (DEM) e Sonaira Fernandes (Republicanos), vereadores que tiveram, respectivamente, a campanha mais cara e mais barata de 2020. — Foto: Montagem/G1 Milton Leite (DEM) teve em 2020 o gasto médio de R$ 18,84 por cada um dos 132.716 votos que obteve na cidade na eleição de novembro.
Ele foi o segundo vereador mais votado da capital, perdendo apenas para Eduardo Suplicy (PT), o campeão de votos da cidade e do Brasil. Na última campanha, em 2016, o vereador do DEM havia gastado R$ 2,3 milhões e obteve 107.957 votos.
O segundo colocado no ranking das campanhas mais caras está Rodrigo Goulart (PSD), filho do deputado federal Antonio Goulart (PSD), que tem forte ligação com o Corinthians. O vereador reeleito gastou R$ 1,1 milhão na campanha e conquistou 31.472 votos no pleito de novembro. O gasto médio dele por voto foi de R$ 36,72.
Para ser eleito vereador pela segunda vez, Rodrigo Goulart gastou pouco menos que o pai dele, que em 2018 foi eleito deputado federal e gastou R$ 1,2 milhão na campanha que conquistou 62.129 votos no estado de São Paulo. Em 2016, o vereador tinha gasto R$ 1,035 milhão e teve 49.364 votos
Janaína Lima (Novo) foi reeleita gastando R$ 944 mil em 2020 e registrando a terceira campanha mais cara da cidade neste ano. A parlamentar obteve 30.931 votos e teve um gasto médio de R$ 30,54 por cada voto na cidade. Quatro anos atrás, em 2016, quando foi eleita pela primeira vez, ela tinha gastado quase R$ 299 mil, menos de 30% do valor gasto na campanha deste ano.
A título de comparação, o vereador campeão de votos em 2020, pela segunda eleição consecutiva foi Eduardo Suplicy (PT), que obteve 167.552 votos em novembro e registrou R$ 207 mil de gastos de campanha. O valor médio gasto pela campanha dele neste ano foi de R$ 1,24 por cada voto recebido.
- Candidato x despesas de campanha em 2020:
- Milton Leite (DEM) – R$ 2.500.489,74
- Rodrigo Goulart (PSD) – R$ 1.155.749,41
- Janaína Lima (Novo) – R$ 944.720,41
- Eduardo Tuma (PSDB) – R$ 933.156,23 (renunciou)
- Edir Sales (PSD) – R$ 853.917,33
- Sandra Tadeu (DEM) – R$ 714.886,71
- Donato (PT) – R$ 704.141,91
- José Tripoli (PSDB) – R$ 638.924,00
- Roberto Tripoli (PV) – R$ 619.848,00
- André Santos (Republicanos) – R$ 581.391,84
- João Jorge (PSDB) – R$ 578.006,10
- Adilson Amadeu (DEM) – R$ 575.596,05
- Faria De Sá (PP) – R$ 560.608,86
- Eliseu Gabriel (PSB) – R$ 545.564,43
- George Hato (MDB) – R$ 526.294,75
- Juliana Cardoso (PT) – R$ 460.840,10
- Dr. Milton Ferreira (PODEMOS) – R$ 450.188,15
- Isac Félix (PL) – R$ 415.946,74
- Sandra Santana (PSDB) – R$ 401.886,57
- Eli Corrêa (DEM) – R$ 397.300,18
- Cris Monteiro (NOVO) – R$ 357.199,99
- Aurélio Nomura (PSDB) – R$ 352.582,56
- Ely Teruel (Podemos) – R$ 335.612,71
- Ricardo Teixeira (DEM) – R$ 327.358,40
- Alessandro Guedes (PT) – R$315.124,10
- Carlos Bezerra Jr. (PSDB) – R$313.026,69
- Alfredinho (PT) – R$ 304.939,10
- Toninho Vespoli (PSOL) – R$ 299.023,46
- Paulo Frange (PTB) – R$ 293.098,00
- Senival Moura (PT) – R$ 278.507,09
- Gilson Barreto (PSDB) – R$ 271.787,90
- Celso Giannazi (PSOL) – R$ 248.269,93
- Gilberto Nascimento Jr (PSC) – R$ 244.740,05
- Rubinho Nunes (PATRIOTA) R$240.354,95
- Elaine Do Quilombo Periférico (PSOL) R$225.880,89
- Camilo Cristófaro (PSB) – R$ 225.862,00
- Fabio Riva (PSDB) – R$ 220.273,20
- Eduardo Suplicy (PT) – R$ 207.659,76
- Rute Costa (PSDB) – R$ 203.682,45
- Arselino Tatto (PT) – R$ 187.082,14
- Jair Tatto (PT) – R$ 186.353,86
- Thammy Miranda (PL) – R$ 179.875,37
- Delegado Palumbo (MDB) – R$170.723,89
- Rinaldi Digilio (PSL) – R$ 169.996,11
- Fernando Holiday (Patriota) – R$ 158.826,94
- Marcelo Messias (MDB) – R$ 156.717,39
- Silvia Da Bancada Feminista (PSOL) – R$ 123.970,33
- Atilio Francisco (Republicanos) – R$ 119.999,99
- Luana Alves (PSOL) – R$ 110.701,91
- Missionário José Olímpio (DEM)R$109.212,65
- Felipe Becari (PSD) – R$ 102.999,16
- Erika Hilton (PSOL) – R$ 97.621,20
- Danilo do Posto de Saúde (Podemos) – R$89.946,00
- Sansão Pereira (Republicanos) – R$ 79.976,30
- Marlon Do Uber (Patriota) – R$ 8.859,74
- Sonaira Fernandes (Republicanos) – R$ 5.901,35
- TOTAL GASTO PELOS ELEITOS: R$ 21.883.205,07. G1
