Dezembro nem acabou, mas a quantidade de casos e mortes por Covid-19 neste mês, em Bauru, já superou o total registrado em novembro. De 1 a 28 de dezembro, foram contabilizados 2.431 casos, número 13,4% maior que os 2.143 bauruenses que testaram positivo para o novo coronavírus no mês de novembro inteiro.
Já o montante de mortes saltou de 21 para 25, conforme levantamento feito pelo JC com base nos boletins epidemiológicos divulgados diariamente pela Prefeitura Municipal. Desde o início da pandemia até 28 de dezembro, 20.361 pessoas receberam diagnóstico de Covid-19 em Bauru, o que corresponde a 5% da população da cidade, estimada em 379 mil habitantes.
Considerando, contudo, que estudos apontam que o número de infectados pode ser pelo menos 10 vezes maior do que os registros oficiais, mais de 200 mil pessoas já podem ter tido contato com o vírus no município. Dos 20.361 moradores diagnosticados com a doença, 295 pessoas morreram.
E o levantamento feito pelo JC mostra que a média de óbitos vem aumentando em dezembro. Na última semana, de 21 a 27 deste mês, a média móvel foi de 1,14 morte por dia, o maior patamar registrado desde o final de outubro.
Já a quantidade de pessoas infectadas voltou a registrar pico no início de dezembro, alcançando a média móvel de 112,1 casos positivos diários na semana entre os dias 7 e 13. Mais uma vez, trata-se de um índice que não tinha sido alcançado desde o final de outubro.
Já nas duas semanas seguintes de dezembro, a média foi caindo, acompanhando a queda no volume de exames realizados. Entre 14 e 20 de dezembro, a média móvel foi a 82,7 casos por dia e, na semana entre os 21 e 27, caiu para 48,7 registros diários.
REDUÇÃO DE EXAMES
A redução, contudo, não tem relação com o maior controle da pandemia em Bauru, já que o volume de exames divulgados na última semana foi 36% menor do que os notificados da segunda semana de dezembro. Foram 2.009 testes realizados entre os dias 7 e 13, 1.724 entre os dias 14 e 20 e 1.289 na semana do Natal, entre 21 e 27 de dezembro.
Em recente entrevista ao JC, o diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Luiz Cortez, destacou que o fator principal que levou à nova elevação da transmissão do novo coronavírus foi a taxa de contato, que aumentou muito nas últimas semanas. “Os casos estavam em queda, as pessoas tiveram a sensação de que a pandemia estava acabando e relaxaram, começaram a sair mais “, observou.
Especialistas de todo o País, inclusive, têm demonstrado preocupação com as festas de fim de ano, já que, provavelmente, a grande maioria das pessoas irá comemorar as datas, muitas vezes, sem os devidos cuidados sanitários. A expetativa é de que o resultado deste afrouxamento seja constatado em janeiro, quando o número de casos e mortes poderá ser ainda maior. JCNET
