O Estado de São Paulo retrocede à fase vermelha hoje, sexta-feira (25) de Natal, no sábado (26) e no domingo (27) para tentar conter o avanço da pandemia de coronavírus durante a quarentena.
A fase vermelha, medida mais restritiva do plano de contenção do governo João Doria (PSDB) contra a propagação da doença, também ocorrerá em todas as regiões do estado, a partir do feriado do Ano Novo, nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro de 2021.
A reclassificação foi anunciada na terça-feira (22) pelas autoridades após aumento no número de casos e de óbitos pela Covid-19 nas últimas semanas no estado. Um dos objetivos do governo é evitar a propagação do vírus durante as festas de fim ano. Desse modo, reduziria, por exemplo, a ocupação dos hospitais com doentes em razão da Covid-19.
O estado de São Paulo registrou ontem, quinta-feira (24), véspera de Natal, 9.351 novos casos de coronavírus e 182 mortes. Se comparado a 30 dias atrás, a média móvel de mortes aumentou 53% e, a de casos, 50%. Desde o início da pandemia, já foram 45.758 mortes e 1.418.491 casos confirmados.
Segundo o governo de São Paulo, as taxas de ocupação dos leitos de UTI são de 66,8% na Grande São Paulo e 61,9% no estado. O número de pacientes internados é de 10.728, sendo 5.947 em enfermaria e 4.781 em unidades de terapia intensiva, conforme dados do meio-dia de ontem.
Mais de 150 mil pessoas foram internadas e tiveram alta hospitalar. Atualmente , todos 645 municípios têm pelo menos uma pessoa infectada, sendo 603 com um ou mais óbitos. Até ontem, quase todo o estado estava na fase amarela.
Com exceção da região de Presidente Prudente que já figurava na fase vermelha. Nas próximas segunda-feira (28), terça (29), quarta (30) e quinta (31), todas as regiões do estado, com exceção à região de Presidente Prudente, retomam à fase amarela. Prudente permanecerá na vermelha durante esses dias.
A fase vermelha é a mais rígida do Plano São Paulo de combate à Covid-19, restringindo o funcionamento de comércios e serviços, como shoppings, bares, restaurantes, academias etc. Ainda na fase vermelha, seguirão funcionando serviços considerados essenciais, como saúde, alimentação, abastecimento e transporte etc mediante protocolos de higiene de distanciamento social.
Na quinta-feira, o governador João Doria chegou a São Paulo depois de ter voltado de uma viagem que fez a Miami, no dia anterior, na quarta-feira (23). Ele afirmou nas suas redes sociais que tinha ido aos Estados Unidos com a família para participar de conferências, mas desistiu após saber que o vice-governador Rodrigo Garcia pegou covid e não poderia ficar à frente do governo na ausência de Doria.
Regras da fase vermelha
As regras da fase vermelha da quarentena em São Paulo:
Podem funcionar nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro:
- Hospitais
- Clínicas de saúde
- Farmácias;
- Mercados;
- Padarias;
- Açougues;
- Postos de combustíveis;
- Lavanderias;
- Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô;
- Transportadoras, oficinas de veículos
- Atividades religiosas
- Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria.
- Bancos
- Pet shops
Não abrem nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1º, 2 e 3 de janeiro:
- Shoppings;
- Lojas;
- Concessionárias;
- Escritórios;
- Bares, restaurantes e lanchonetes (exceto para delivery);
- Academias;
- Salões de beleza e barbearias;
- Cinemas, teatros e outros estabelecimentos culturais.
Fases vermelha, amarela e verde
Na fase amarela, por exemplo, restaurantes podem funcionar até as 22h, com venda de bebida alcóolica até as 20h. Bares deverão fechar até as 20h também. A mudança só não será temporária para Presidente Prudente.
Por conta do avanço nos casos e da falta de leitos de UTI, a região passa a ficar, até a próxima reclassificação, na fase vermelha, a mais restritiva do plano de flexibilização econômica.
O governo também anunciou que em janeiro nenhuma região vai para fase verde, a menos restritiva, e que a reclassificação do estado, que estava marcada para o próximo dia 4, foi adiada para o dia 7 de janeiro. As mudanças foram divulgadas pelos integrantes do Centro de Contingência da Covid-19, na sede do Instituto Butantan, na terça passada.
Nas últimas quatro semanas, São Paulo registrou aumento de 34% no número de mortes provocadas pelo coronavírus, segundo dados do governo estadual. No mesmo período, o número de casos cresceu 54% e as internações por Covid-19 subiram 13% em todo o estado. G1
