A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 no Brasil é de 1,02, de acordo com levantamento do Imperial College de Londres divulgado hoje, terça-feira (1). Isso significa que, segundo a estimativa da universidade britânica, que tem 95% de exatidão, cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 102.
O índice representa uma queda em relação à semana passada, quando o Rt registrado foi de 1,30 — o maior desde maio — mas ainda é considerado alto. A taxa de transmissão é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no Brasil. Quando está abaixo de um, indica tendência de estabilização.
No entanto, especialistas ponderam que é preciso acompanhar o valor por um período prolongado de tempo para atestar uma estabilidade consistente, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus.
Pela margem de erro das estatísticas, a taxa pode ser um pouco maior (Rt de até 1,11) ou menor (Rt de 0,94). O Imperial College também projeta que o Brasil registrará 3.640 mortes pelo novo coronavírus nesta semana. As maiores taxas de transmissão da semana foram registradas na Sérvia (Rt 1,58) e Dinamarca (Rt 1,49).
O índice também é alto no Japão (Rt 1,40), Alemanha (Rt 1,38), Turquia, Palestina e Noruega (Rt 1,37), entre outros. Os EUA não foram incluídos na análise do relatório. Na América do Sul, o Paraguai tem a maior taxa de transmissão do coronavírus (Rt 1,12), depois o Chile (Rt 1,11) e a Venezuela (Rt 1,08), seguida pelo Brasil.
De acordo com o levantamento do Imperial College, o mundo registrou, até ontem, segunda-feira (30/11), mais de 61 milhões de casos de Covid-19, além de mais de 1,4 milhões de mortes.
Taxa de transmissão nos estados
Instituições brasileiras também monitoram a taxa de transmissão da Covid-19 no país. O Observatório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra a média móvel da taxa de transmissão no Brasil em 1,08, de acordo com informações atualizadas ontem, segunda-feira (30).
A Rt simples foi de 1,1. O observatório também faz a medição do índice por estado. A média móvel da taxa de transmissão mais alta é do Rio Grande do Norte (1,92), seguida por Sergipe (1,48) e Mato Grosso do Sul (1,22). O GLOBO
