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Covid-19

Após testar positivo pela segunda vez

by nevadaduartina novembro 28, 2020 No Comments

Quando numa manhã de junho a médica Luciana Ribeiro acordou espirrando intensamente, sem olfato e paladar, pensou se tratar de um resfriado ou sinusite. Mas a esses primeiros sintomas logo se somaram prostração profunda e dores de cabeça.

Seu quadro se agravou, a saturação de oxigênio caiu e no décimo primeiro dia de doença, ela procurou um serviço de emergência. Uma tomografia revelou comprometimento de 43% dos pulmões e um padrão de pneumonia típico da Covid-19, o chamado vidro fosco.

Embora trabalhasse em dois hospitais e tratasse de vítimas da pandemia, ela se achava imune porque havia contraído Covid-19 em março. Ilusão. Mais uma vez, estava positiva e nessa ocasião com um quadro de maior gravidade do que no primeiro episódio, quando não chegou a ter comprometimento pulmonar.

— Em junho ninguém dava crédito à reinfecção. Eu estava convencida de que teria imunidade celular, alguma proteção. Mas contraí de novo Covid-19, ainda que trabalhasse com EPIs. De início, eu mesma não acreditei — afirma Ribeiro, que teve o literalmente doloroso privilégio de se tornar coautora de um artigo em que seu caso é descrito, publicado na revista Journal of Medical Virology.

Por só ter desconfiado tarde demais da Covid-19, Ribeiro perdeu o período em que o RT-PCR detecta o vírus com mais acurácia. Mas positivou no exame de anticorpos, com IgM, um marcador de infecção aguda, e de IgG, resposta específica. Depois, viu que fizera anticorpos neutralizantes.

Ela acredita ter contraído de novo o coronavírus de algum paciente, seja nos que chegou a intubar no Hospital de Campanha Parque dos Atletas ou no Hospital Universitário Gaffrée-Guinle, já que na época trabalhava em ambos. Também autora do artigo, a otorrinolaringologista Danielle Torres destaca que não foi possível comparar os vírus do primeiro e do segundo episódio de infecção porque as amostras de março foram descartadas.

— Alguns laboratórios privados descartam as amostras após dois meses.  Isso impede que possamos comprovar reinfecções. Estamos vendo os relatos de casos de suspeita de reinfecção se multiplicarem e ter as amostras é fundamental para entendermos o que está acontecendo — salienta Torres.

Para preocupação de Ribeiro, seus anticorpos estão mais uma vez desaparecendo: — Cheguei a produzir anticorpos neutralizantes, mas eles estão caindo e temo ficar sem nenhum em breve. Ainda tenho esperança de ter alguma imunidade celular. Me protejo e espero não ter Covid-19 pela terceira vez. Mas é claro que tenho medo. O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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