O debate da TV Band Paulista entre os candidatos a prefeito de Bauru, no final da noite de ontem, quarta-feira (28), teve o atual prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) e Raul Gonçalves Paula (DEM) como os principais alvos de adversários.
As perguntas mais críticas vieram, sobretudo, de Sandro Bussola (PSD), Jorge Moura (PT) e Luiz Carlos Valle (Podemos), o que já acontece no horário eleitoral, e já era esperado pelo resultado da primeira e única pesquisa de intenção de voto, no começo deste mês, em que Raul lidera e Gazzetta aparece em segundo, embolado com outros concorrentes.
A tentativa foi, novamente, associar Raul a Gazzetta, uma vez que eles foram aliados no passado. Bussola foi para cima do governo estadual, que segundo ele está representado pelos dois, pois Gazzetta é do PSDB do governador João Doria e Raul do DEM do vice-governador Rodrigo Garcia.
Ao ser perguntado por Bussola, o candidato Raul considerou que não é “chutando o balde” que Bauru receberá dinheiro dos governos estadual e federal. Ao falar sobre habitação, Gazzetta disse a Sandro Bussola que este era de sua base aliada, mas agora “atira pedras”.
Bussola rechaçou e considera que não era apoiador do governo. A construção de 30 mil unidades habitacionais, citada pelo prefeito, também foi alvo de discordância entre eles, pois o número foi criticado pelo concorrente do PSD.
O candidato Valle fez pergunta a Gazzetta sobre a corrupção na Cohab. O prefeito, que tenta a reeleição, disse que acabou com focos de corrupção na prefeitura, colaborando com o Gaeco nas investigações da Cohab e da Seplan. Valle afirmou que vai fazer auditorias em todos os contratos da prefeitura.
Já na saúde Raul foi questionado por Rosana Polatto (PSB). Ele voltou a citar sua proposta de implantação de um Hospital do Idoso no Hospital Manoel de Abreu, em parceria com o Estado. No abastecimento de água, Raul respondeu a Renata Ribeiro (PSOL) que cuidará do Rio Batalha e vai perfurar três poços no primeiro ano de mandato.
TEMAS
Os candidatos formularam perguntas com tema livre no primeiro bloco e com temas sorteados no segundo bloco.
O grande número de candidatos presentes, dez ao todo, e o tempo curto de perguntas e respostas impediu um aprofundamento nas discussões. Na habitação, Gerson Pinheiro (PDT) e Rosana Polatto (PSB) disseram que vão priorizar a ocupação de áreas ociosas, evitando a ampliação do perímetro urbano.
Já no saneamento, Jorge Moura criticou a demora para a entrega da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, cuja verba foi obtida da União enquanto o PT estava no governo federal. Gazzetta disse que agilizou a construção em seu mandato.
No transporte, Raul citou que vai fazer novas ligações entre as regiões de Bauru e melhorar o transporte público. A candidata Suéllen Rosim também prometeu avanços no transporte coletivo.
Na educação, Valle questionou Gazzetta sobre a falta de informatização nas escolas, o que foi rebatido pelo prefeito. Na geração de emprego, Sergio Alba (Solidariedade) e Raul prometeram criar frentes de trabalho, com funcionários temporários para a manutenção de áreas públicas.
‘CANELADAS’
Alguns candidatos aproveitaram para dar ‘caneladas’ nos postulantes. No primeiro bloco, Jorge Moura e Renata Ribeiro tiveram um desencontro.
Moura comentou que ambos são os únicos que representam um projeto progressista em Bauru, mas Renata afirmou que o PSOL se diferencia do PT por não ter apoiado as mudanças na Previdência ocorridas no começo do governo petista em âmbito federal. Moura frisou que os demais candidatos estão alinhados ao governador Doria ou ao presidente Jair Bolsonaro.
Outro embate foi entre Gazzetta e Suéllen Rosim. Ele citou que a concorrente do Patriota foi embora de Bauru. Ela retrucou e disse que continuou morando no município, mesmo depois de ter saído da TV onde trabalhava até dois anos atrás.
AUSÊNCIAS
Os candidatos Edu Avallone (Republicanos) e Joaquim Oliveira (Pros) não compareceram. Já os candidatos Nelson Fio (PTC) e Vagner Crusco (PCO) não tinham direito à participação, por estarem em partidos que não possuem a representação mínima na Câmara e no Senado determinada na lei eleitoral. JCNET
