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Violência

Vai a júri popular

by nevadaduartina outubro 27, 2020 No Comments

O júri popular de Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de matar a namorada Gabriella Custódio da Silva, de 20 anos, em julho de 2019, está sendo realizado hoje, terça-feira (27) em Joinville, no Norte catarinense. O julgamento foi adiado por duas vezes por causa da pandemia do novo coronavírus.

A jovem morreu em 23 de julho de 2019. Ela foi baleada na casa da sogra, no distrito de Pirabeiraba. Em seguida, Gabriella foi levada pelo companheiro para o hospital em Joinville dentro do porta-malas de um carro. Imagens de câmera de segurança mostraram quando ele fugiu em menos de um minuto após deixá-la no pronto-socorro .

A sessão começou por volta das 9h no fórum do município e está sendo presidida pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri. O réu está preso preventivamente desde agosto do ano passado, quando se entregou.

Crimes

Ele responde por posse ilegal de arma e por homicídio duplamente qualificado, por impossibilitar a defesa da vítima e feminicídio. Ele já teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Leonardo alegou que o tiro foi acidental. “Não há prova de feminicídio.

Vamos buscar homicídio culposo, quando não há intenção de matar”, afirma o advogado Jonathan Moreira Dos Santos. “O que queremos é justiça, que ele pague pelo o que ele fez. Ele acabou com uma família e, pra mim, a versão dele por tiro acidental é totalmente fantasiosa”, disse Andrezza Custódio Silva, irmã da vítima.

“Se fosse um acidente, ele não iria ter colocado minha irmã dentro do porta-malas e depois abandonado ela no hospital”, completou.

Relembre o caso

Gabriella Custódio, que tinha 20 anos, foi morta com um tiro no peito no dia 23 de julho. Após ser baleada, a jovem foi levada até o Hospital Bethesda no porta-malas de um carro por Leonardo, que fugiu em seguida. Ela já chegou morta na unidade.

Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado. Ele disse à polícia que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira.

O outro suspeito de participação no crime, Leosmar Martins, pai de Leonardo, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em um carro na BR-280 em fevereiro de 2020. Ele havia sido indiciado por fraude processual e posse ilegal de arma em agosto de 2019, porque a arma utilizada no crime era dele e não era regularizada. G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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