O júri popular de Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de matar a namorada Gabriella Custódio da Silva, de 20 anos, em julho de 2019, está sendo realizado hoje, terça-feira (27) em Joinville, no Norte catarinense. O julgamento foi adiado por duas vezes por causa da pandemia do novo coronavírus.
A jovem morreu em 23 de julho de 2019. Ela foi baleada na casa da sogra, no distrito de Pirabeiraba. Em seguida, Gabriella foi levada pelo companheiro para o hospital em Joinville dentro do porta-malas de um carro. Imagens de câmera de segurança mostraram quando ele fugiu em menos de um minuto após deixá-la no pronto-socorro .
Crimes
Ele responde por posse ilegal de arma e por homicídio duplamente qualificado, por impossibilitar a defesa da vítima e feminicídio. Ele já teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Leonardo alegou que o tiro foi acidental. “Não há prova de feminicídio.
Vamos buscar homicídio culposo, quando não há intenção de matar”, afirma o advogado Jonathan Moreira Dos Santos. “O que queremos é justiça, que ele pague pelo o que ele fez. Ele acabou com uma família e, pra mim, a versão dele por tiro acidental é totalmente fantasiosa”, disse Andrezza Custódio Silva, irmã da vítima.
“Se fosse um acidente, ele não iria ter colocado minha irmã dentro do porta-malas e depois abandonado ela no hospital”, completou.
Relembre o caso
Gabriella Custódio, que tinha 20 anos, foi morta com um tiro no peito no dia 23 de julho. Após ser baleada, a jovem foi levada até o Hospital Bethesda no porta-malas de um carro por Leonardo, que fugiu em seguida. Ela já chegou morta na unidade.
Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado. Ele disse à polícia que o disparo foi acidental e teria ocorrido enquanto mostrava a arma para a companheira.
O outro suspeito de participação no crime, Leosmar Martins, pai de Leonardo, foi encontrado morto com um tiro na cabeça em um carro na BR-280 em fevereiro de 2020. Ele havia sido indiciado por fraude processual e posse ilegal de arma em agosto de 2019, porque a arma utilizada no crime era dele e não era regularizada. G1
