Gazzetta e Raul/arquivo
A eleição para prefeito em Bauru caminha para uma polarização entre o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) e o ex-vereador Raul Gonçalves Paula (DEM), segundo pesquisa eleitoral divulgada pela TV Record no início do mês. Raul iniciou carreira política com o apoio de Gazzetta em 2010, ainda militantes do PV – Partido Verde, quando foi candidato a deputado federal e obteve 17.936 votos.
De lá pra cá, foi eleito vereador em 2012 com 3.370 e, posteriormente, disputou à prefeitura em 2016 quando perdeu para o próprio Gazzeta, depois trocou o PV pelo PODEMOS e foi candidato à deputado estadual, também sem sucesso com 36.825 votos. Logo após as eleições de 2018, Raul se filiou ao PSL, quando o presidente Jair Bolsonaro ainda era filiado e em seguida ingressou ao DEM.
Gazzetta, de 2004 a 2016, disputou à prefeitura de Bauru em quatro oportunidades: 2004 – 7.177 votos; 2008 – 30.102 votos; 2012 – 23.093 votos, e eleito prefeito em 2016 com 105.751 contra Raul (70.617), já pelo PSD. Também foi candidato à deputado estadual em 2010 (36.446 votos) e deputado federal em 2014 (48.836 votos), ambos pelo PV. A primeira vez que o atual prefeito concorreu ao cargo foi em 1992 e perdeu para Tidei de Lima.
O entrave entre Gazzetta e Raul surgiu no período que Raul era vereador, porque havia um pré-acordo de um eventual compromisso de Gazzetta em apoiá-lo na corrida pela prefeitura em 2016. Esse “pacto” não teria sido “honrado” pelo atual prefeito o que possivelmente gerou o afastamento entre ambos.
Ainda embasado na primeira pesquisa eleitoral registrada no TRE-SP, a “TERCEIRA VIA” estaria, inicialmente, concentrada entre o ex-vereador Luís Carlos da Costa Valle (Podemos), o advogado/empresário Edu Avallone (Republicanos) e a jornalista Suellen Rosin (Patriota).
Atualmente, com o andamento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, e com o apoio do ex-prefeito Rodrigo Agostinho, atual deputado federal, surge a expectativa da candidata Rosana Pollato (PSB) , além de Jorge Moura (PT) que, dependendo de quem endossar suas campanhas, também poderão entrar no páreo na busca pelo segundo turno da competição.
Na verdade, estamos a exatamente três semana (21 dias) das eleições, e a propaganda eleitoral gratuita, além das entrevistas e possíveis debates, dá pouco tempo para os candidatos defenderem suas propostas, mas que terão peso fundamental na corrida pela principal cadeira da Praça das Cerejeiras. NJ
