A Polícia Civil prendeu temporariamente mais uma mulher, ontem quinta-feira (22), suspeita de envolvimento no sequestro da médica Tamires Gemelli Silva Mignoni, na sexta-feira (16), em Erechim, no Norte estado. A mulher foi trazida do Paraná para o Rio Grande do Sul e prestavou depoimento na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Segundo a delegada Diana Casarin Zanatta, a suspeita é companheira de um vigilante de banco que estava em licença-saúde e é apontado como o responsável pelo sequestro junto a outra mulher, uma dona de casa que cuidou do cativeiro. Ainda foi detido um taxista que teria ajudado nos deslocamentos.
“Dessas quatro, dois são o casal principal, que fez o arrebatamento da médica. Serão mantidos presos em Erechim. A ordem judicial é daqui. Os outros estão sendo ouvidos e há chances de serem liberados”, explica a delegada.
Entenda o caso
Tamires foi sequestrada quando saía de um posto de saúde no bairro Aldo Airolli, em Erechim. Segundo a chefe da Polícia Civil do RS, delegada Nadine Anflor, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta, houve pedido de resgate de R$ 2 milhões, que não foi pago.
A médica foi resgatada pela polícia em um cativeiro, na noite de quarta (21), no município de Cantagalo, na Região Central do Paraná. Conforme Nadine, a polícia acredita que, após ser raptada, a médica foi levada para as cidades de Itá e Chapecó, em Santa Catarina, e, depois, para o cativeiro em Cantagalo, no Paraná.
“A Tamires [estava] em boas condições, saudável. Policiais estavam a todo momento, nesses cinco dias, dando suporte para a família”, conta a chefe de polícia do RS. G1
