Preso há quase três anos por crimes que não cometeu, Lucas Moreira de Souza, 27 anos, deixará o Complexo Penitenciário da Papuda hoje, quinta-feira (22). Uma decisão da juíza da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF), Leila Cury, permite que o jovem deixe o sistema carcerário.
A magistrada mandou libertar Lucas após parecer do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Na segunda-feira (19), o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) absolveu o jovem de uma condenação de 29 anos de prisão. Ele chegou a ser acusado em outros dois inquéritos, mas também foi inocentado.
Após a decisão do TJDFT, o processo seguiu para a VEP, mas, na terça-feira (20), a juíza pediu que o MP avaliasse o processo. O órgão optou pela soltura do jovem, preso desde 20 de dezembro de 2017.
Lucas deve deixar o Complexo Penitenciário da Papuda na manhã de hoje, quinta-feira (22). Ao G1, a mãe dele, Maridalha Moreira Conceição, de 47 anos, contou que sempre acreditou no filho e que acompanhará a saída dele do presídio junto com outros familiares, inclusive o filho dele, de 5 anos.
Entenda o caso
Lucas foi preso em 20 de dezembro de 2017, por suposto envolvimento em uma série de assaltos. Desde então, ele tenta provar a própria inocência. No dia em que Lucas foi detido, ladrões roubaram um carro e cometeram outros delitos, em Ceilândia. Em seguida, foram para o Recanto das Emas, onde deram continuidade à sequência criminosa.
O jovem diz que, naquele dia, acordou pela manhã, tomou café e, em seguida foi para a rua, onde costumava soltar pipa. Nesse momento, foi abordado por policiais civis e apontado como um dos suspeitos dos crimes. Desde então, não deixou o sistema carcerário da capital federal.
Por conta dos crimes, Lucas foi condenado em dois processos. A soma das penas chegava a 77 anos de prisão. Há cerca de dois anos, no entanto, um policial civil que havia atuado na investigação e acreditava na inocência do jovem procurou a Defensoria Pública do DF.
Ele conseguiu apresentar indícios de que o rapaz não estava envolvido nos crimes. Além disso, a equipe mostrou que o carro utilizado para cometer os assaltos foi utilizado em outros delitos, dez dias após a prisão de Lucas. O detalhe havia passado em branco pelos responsáveis pelas apurações. G1
