Há 21 dias, as Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) do Hospital Estadual (HE), reservadas para a Covid-19, não superam 90% de ocupação. Ontem, segunda-feira (19), a unidade chegou a um dos patamares de ocupação mais baixos desde o início da pandemia, há sete meses.
Dos 56 leitos para a doença, 38 (68%) estavam ocupados, sendo 24 por pacientes de Bauru e outros 14 por moradores da região. A última vez que a taxa de ocupação bateu os 100% no Hospital Estadual foi em 22 de setembro, há quase um mês.
Os números chamam a atenção já que a lotação de leitos para pacientes com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) era uma das grandes preocupações diárias das autoridades há pouco mais de um mês.
REARRANJOS
Nos dois meses iniciais da pandemia, era frequente a diretoria do HE realizar manobras internas de rearranjo de leitos para conseguir atender os pacientes que chegavam com a doença.
Em junho, respiradores enviados pelo Estado melhoraram a situação, mas a ocupação permaneceu alta, já que a unidade é referência para o tratamento da Covid-19. Em agosto, o HE chegou a ficar até cinco dias com 100% das UTIs ocupadas, conforme o JC noticiou.
Na ocasião, o Estado informou que passaria a realizar, de acordo com a necessidade, a transferência de pacientes graves de Bauru para hospitais da região que compõem a Diretoria Regional de Saúde (DRS-6). O que significaria, contudo, submeter pessoas com quadro delicado a viagens de mais de 100 quilômetros para obter internação.
Com a ocupação baixa do HE, agora, este risco diminui.
REGIÃO
Além do Hospital Estadual de Bauru, integram a área de cobertura da DRS-6 o Hospital das Clínicas de Botucatu, a Santa Casa de Jaú, a Santa Casa de Avaré e o Hospital Estadual de Promissão.
Nos últimos 23 dias, essas unidades, que possuem juntas um total de 144 leitos de UTIs, não registraram ocupação maior do que 81%. Nesta segunda-feira, inclusive, 84 leitos estavam ocupados na região, o que representa 58% do total disponível. JCNET
