Uma mulher foi presa ontem, terça-feira (13) suspeita de matar o namorado por não aceitar a separação em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, Sergio Junior Barbosa da Silva, de 31 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça no dia 18 de setembro.
As investigações apontaram que a namorada dele, Meire Coelho do Santos, de 41 anos, foi a autora do crime e simulou uma cena de suicídio da vítima. Meire nega as acusações e afirma que o marido se suicidou. O G1 não localizou a defesa da mulher.
De acordo com a investigadora Daiana Vieira Padilha, que esteve à frente das apurações, a Polícia Civil concluiu que a vítima foi morta ao pedir a separação. Os dois estavam juntos há sete meses. Sergio era vigilante de uma agência bancária em Campo Novo do Parecis.
O delegado Herbert Yuri Rezende Figueiredo pediu a prisão preventiva de Meire, que foi decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Militar. Segundo a polícia, Meire é uma pessoa “impulsiva, agressiva e ciumenta”.
Investigação
No dia do crime, os policiais já desconfiaram que não se tratava de um suicídio. Eles tiveram acesso a uma fotografia de Sergio ferido em cima da cama. Ele foi atingido por um tiro na cabeça e socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.
“Começamos a suspeitar desde o dia do crime pela forma que ele estava deitado na cama e com a arma entre a costela e o braço. Exames de necropsia também apontavam para homicídio”, explicou a investigadora ao G1. Além da investigação, testemunhas e pessoas próximas a Sergio afirmaram que o relacionamento do casal era muito conturbado e que não existiam indícios de que o rapaz poderia se matar.
“Ela o agredia, ele sofria diversas formas de violência. Sergio afirmava para pessoas próximas que queria se separar, inclusive pedia ajuda. Ela era ciumenta, possessiva e eles tinham brigas calorosas motivadas por ciúmes por parte dela. Ele decidiu se separar e até procurou uma casa para sair logo”, contou a investigadora.
Sergio era uma pessoa querida e a morte dele foi questionada pela família e amigos. Ele era considerado uma pessoa muito alegre e temente a Deus. As investigações, coordenadas por Daiana e o investigador Juliano Antonio de Bastos, foram concluídas em 20 dias.
“No dia do crime eles tiveram outra briga, também por ciúmes. Ela quebrou o celular dele, quebrou o vidro do carro dele e, por fim, o matou. Depois, alterou a cena do crime e disse que foi um suicídio”, salientou. Meire dava declarações contraditórias à polícia e contou que a arma, um revólver 38, era de Sérgio. Mas o segurança não tinha arma própria, apesar de estar em processo de adquirir uma pistola.
Meire está presa na delegacia da Polícia Civil e deve ser transferida para a cadeia feminina de Nortelândia, a 261 km de Cuiabá. “A vítima não apresentava nenhum transtorno mental, fator de risco ou traço que pudesse levar ao suicídio”, finalizou a investigadora. G1
