Nos dois primeiros anos do governo do presidente Jair Bolsonaro, a dívida de igrejas e entidades religiosas com a União aumentou 20% e já chega a R$ 1,95 bilhão.
Ao mesmo tempo, o número de ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para cobrar esses tributos caiu 51% no mesmo período em relação aos dois anos anteriores. Entre janeiro e setembro deste ano (dado mais recente disponível), apenas nove ações contra igrejas foram movidas pelo órgão.
A constatação faz parte de um levantamento feito pelo GLOBO com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). A PGFN diz que não houve orientação para reduzir a litigância contra igrejas. No Brasil, igrejas e associações religiosas têm imunidade tributária e não pagam impostos sobre renda, patrimônio ou serviços como Imposto de Renda, IPTU e IPVA.
Apesar disso, essas entidades são cobradas pelo pagamento de contribuições previdenciárias relativas a seus empregados, multas trabalhistas e recolhimento ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de seus funcionários. O GLOBO
