A Justiça determinou que a Famesp, instituição que administra o Hospital das Clínicas (HC) de Bauru (SP), abra mais dez leitos de UTI e outros dez de enfermaria no hospital, ficando também encarregada de contratar profissionais de saúde, auxiliares, medicamentos e demais insumos para colocar esses leitos em funcionamento.
A decisão foi proferida ontem, quarta-feira (7) em ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Bauru e já está em fase de execução, pois houve condenação definitiva para o fornecimento dos leitos de UTI e enfermaria. Segundo a decisão, esses leitos devem ser mantidos pelo menos até o fim da pandemia do coronavírus.
O HC de Bauru, instalado no local conhecido como “predião” do Centrinho, funciona desde 1º de julho como uma espécie de “hospital de campanha” para tratamento de casos menos graves de Covid-19. O estado anunciou que esse funcionamento segue até o fim deste ano.
Segundo o MP, a quantidade atual de leitos no HC não é suficiente para atender de forma adequada os pacientes de Bauru e das cidades da região que são encaminhados para tratamento na unidade.
Segundo a Promotoria o Estado se recusa a inaugurar o HC de forma definitiva, alegando que Bauru já tem muitas vagas de internação e que os outros hospitais dão conta de atender a população. Segundo o MP, esse argumento já foi afastado na própria decisão da Justiça.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que “prestará os esclarecimentos ao Ministério Público”. Já o governador João Doria, em visita a Bauru nesta quinta-feira, afirmou que, depois da pandemia, o HC terá novos leitos irão atender outras especialidades de pacientes da região.
Durante entrevista coletiva, também foi anunciado que o Hospital Manoel de Abreu, que está em reforma, deve ser inaugurado em até um ano e meio com mais 77 leitos de outras especialidades. G1 Bauru/Marília
