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Praia de Ipanema lotada

by nevadaduartina outubro 2, 2020 No Comments

praia-de-ipanema Praia de Ipanema hoje, sexta-feira — Foto: Marcos Serra Lima/G1

A treze dias de chegar à última etapa do plano de flexibilização do Rio — chamada de Fase Conservadora –, a taxa de ocupação de leitos para Covid-19 chegou a 90% na rede privada. “Após o feriado de 7 de setembro, começamos a notar um aumento na procura de pacientes com sintoma de Covid-19.

Dos leitos ofertados atualmente para Covid-19, a gente está com 90% de ocupação”, diz Graccho Alvim, pediatra e diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, são cerca de 500 leitos destinados à Covid na rede privada. Já na rede SUS do município—que inclui leitos de UTI nas unidades municipais, estaduais e federais – o percentual é de 75%. Nas enfermarias, a taxa é de 57%.

Ocupação chegou a 97%

O pediatra explica que maio foi o pior momento da pandemia no Rio, com ocupação de 97% na rede privada. Naquela época, as cirurgias eletivas estavam suspensas e todos os leitos eram destinados para tratamento da Covid-19 ou para urgências e emergências.

Em julho, houve diminuição na taxa de contágio e, no começo de agosto, a taxa de ocupação caiu significativamente, chegando a 30%. E sem demanda, os leitos Covid foram transformados em leitos para emergências e cirurgias cardíacas e ortopédicas, por exemplo.

Apesar da taxa de 90%, Alvim explica que é mais fácil gerenciar a oferta e procura na rede particular do que na rede pública. “A rede privada tem a capacidade de regular o leito Covid de acordo com o crescimento da doença.

Se a gente tem um crescimento exponencial e precisa do dobro de leitos, a gente tem condições de destinar aqueles leitos que não são Covid e transformá-los em Covid”, diz o pediatra. “Tem um hospital que no início de agosto estava com 3 pacientes de Covid. Hoje tem ele tem 35. Ele teve que reabrir mais duas UTIs para poder atender esses pacientes”.

Aumento de casos entre crianças

Alvim explica, no entanto, que a maior preocupação é o aumento no contágio de crianças. “As crianças estavam reclusas. Agora elas saem, vão à praia. Percebemos um aumento de contágio e de internação de crianças”, explica o pediatra, que não soube precisar o percentual. “O grande problema é que os leitos de CTI pediátrico são escassos. São poucos.

A gente não tem uma oferta tão grande porque por muitos anos as crianças estavam saudáveis”. “Obviamente, o que nos preocupa também é que atualmente não temos mais os hospitais de retaguarda, que são os hospitais de campanha.

Isso é uma preocupação também, porque vai existir um maior fluxo dentro da rede privada”. Para o médico, a expectativa é de aumento nos casos de Covid no Rio, principalmente por causa da aglomeração nas praias.

“Se verificarmos a população, até como ela está se comportando, é uma questão de tempo para termos um aumento. A gente teve essa experiência de estudos tanto na Flórida como na Califórnia. A Flórida chegou a 97% de ocupação após a reabertura das praias”. G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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