O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão da ex-deputada Cristiane Brasil (PTB) em decisão na noite de ontem, terça-feira (22). Ela está presa desde o dia 11 de setembro em decorrência de uma delação que a coloca como integrante de um suposto esquema de corrupção.
Christiane foi presa na segunda fase da Operação Catarata, do Ministério Público do Rio (MPRJ), acusada de receber propina quando comandou a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida e de usar sua influência política mesmo depois de deixar a pasta.
A acusação é baseada no depoimento do empresário Bruno Selem, que fez um acordo de delação premiada homologado pelo Tribunal de Justiça. A ex-deputada, que cogitava se candidatar à prefeitura do Rio neste ano, se apresentou à polícia após ter sua prisão decretada e classificou a delação como “mentirosa”.
— Ainda estou tomando ciência da denúncia, mas, pelo que sei até o momento, botam duas pessoas como sendo minhas “mulheres da mala”. Sendo que uma delas, Sueli, eu nem tenho ideia de quem seja. A outra citada, a Vera, é minha amiga de anos e chefiou meu gabinete. Mas nunca participou de nenhuma irregularidade — disse Cristiane. O GLOBO
