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Economia , Política

Auxílio emergencial

by nevadaduartina agosto 26, 2020 No Comments

Depois de participar de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros integrantes do governo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve definir até a próxima sexta o novo valor do auxílio emergencial, menor que os atuais R$ 600, que pretende prorrogar até o fim do ano.

Ele participou da abertura do congresso nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em um hotel de Brasília — O governo fez sua parte […] Acredito que nós tenhamos evitado aí a perda de muitos empregos. Apresentou-se o auxílio emergencial por três meses. Já prorrogamos por mais dois, acaba esse mês.

E nós pretendemos prorrogar –pretendemos, né?– até o final do ano, não com este valor que está aí, que pode até ser pouco para quem recebe, mas é muito para quem paga. Quem paga somos todos nós. E não é dinheiro que o governo tem. Isso vem de endividamento. Então, nós estamos negociando — disse Bolsonaro.

— Hoje teve mais uma reunião com equipe econômica […] Demos mais um passo no tocante a isso daí, porque nós acreditamos que teremos mais um endividamento, não na ordem de R$ 50 bilhões por mês, como é este auxílio emergencial no momento, de R$ 600, mas diminuir um pouco esse valor para ver se a economia pega.

Nós temos que pegar. A economia tem que pegar — acrescentou. Citando a presença de integrantes da equipe econômica no evento, ele disse que o governo vai “continuar fazendo o possível” para que o setor de bares e restaurantes não feche definitiva, e lamentou a informação de que cerca de 30% dos estabelecimentos comerciais tenham fechado as portas de vez.

Sobre a reunião, que discutiu o lançamento do programa Pró-Brasil, pacote de medidas econômicas e sociais que o governo pretende apresentar nos próximos dias, Bolsonaro disse ainda que “outras coisas foram discutidas, e logicamente não batemos o martelo ainda”.

Um pedido de Bolsonaro para ampliar o valor do Renda Brasil, programa que irá substituir o Bolsa Família, foi o principal motivo do adiamento. Técnicos trabalham para fechar com cenários e simulações para apresentar ao presidente.

— A gente espera que até sexta-feira esteja quase tudo já definido para nós darmos mais uma ajuda, que é uma obrigação nossa. Não é favor, não, é obrigação nossa ajudar o Brasil a sair da crise que ainda temos e venhamos então voltar à normalidade. No mês de julho agora, o Caged diz que entre demitidos e admitidos tivemos um saldo de 130 mil, isso é muito bom, em parte impulsionado pelo auxílio emergencial. Sabemos disso — comentou.

Nota de R$ 200

O presidente ponderou em seguida que o pagamento do injetou, “por outro lado, dinheiro demais no mercado, papel demais”. E disse que esse foi o motivo da criação da nova nota de R$ 200, anunciada no mês passado pelo Banco Central.

— Todo o papel que nós tínhamos foi colocado no mercado, por isso que criou-se a nota de R$ 200, que alguns ficam falando aí… coisas… não tem nada a ver. Os R$ 200 é porque não temos mais papel. Mas papel demais no mercado leva a inflação. E isso aí é o pior mal que pode existir. O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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