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Damares Alves rebate Bia Doria

by nevadaduartina julho 5, 2020 No Comments

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, divulgou na sexta-feira (03), uma nota em oposição às declarações de Bia Doria, primeira-dama de São Paulo e mulher do governador paulista, João Doria (PSDB).

Em um vídeo gravado ao lado da socialite Val Marchiori, pelo qual se desculpou posteriormente, ela afirmou que não se deve doar alimentos a pessoas em situação de rua. A pasta de Damares discorda. O texto do ministério afirma que “é correto sim dar marmitas às pessoas em situação de rua”, assim como “abrigo, moradia, dignidade”.

Também há menção a carência de espaços em abrigos no território paulista: enquanto há 60.996 famílias em situação de rua, o estado dispõe de apenas 18 mil vagas de acolhimento. Os dados, obtidos pela pasta com base no Cadastro Único do governo federal, contradizem Bia Doria.

A primeira-dama sugeriu que muitas pessoas vivem em vias públicas porque não gostam de seguir as regras estabelecidas nos abrigos. Após a repercussão das falas, Bia Doria emitiu uma nota se desculpando, afirmando que está com a consciência tranquila e que sua fala foi tirada de contexto. Ela é presidente do Fundo Social de São Paulo.

Íntegra da nota do ministério de Damares Alves:

“O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) opõe-se veementemente às declarações feitas pela Primeira-dama do estado de São Paulo e presidente do Fundo Social, Bia Doria, em entrevista divulgada hoje amplamente nas redes sociais, sobre ela achar que não é correto dar marmitas para pessoas em situação de rua porque eles “gostam” de ficar ali.

Só na cidade de São Paulo são 33.808 famílias em situação de rua, no estado são 60.996 (Cadúnico, março de 2020). As vagas para acolhimento na cidade de São Paulo não chegam a 18.000.  A população em situação de rua precisa de políticas públicas bem definidas.

Essa condição que desnuda o ser humano da sua dignidade precisa ser enfrentada com projetos que efetivamente promovam a saída da situação de rua.  O MMFDH está ciente disso e tem trabalhado propondo aos Estados e municípios um caminho para mudar essa história.

Mas enquanto esses projetos, essas respostas, não estão implementados, e ainda mais em tempos de Pandemia, a primeira ação que precisamos pensar (não a única) é dar a essas pessoas o que comer.

E com isso resgatar-lhes um pouco da sua dignidade e mostrar-lhes que os reconhecemos como cidadãos brasileiros, e que a nação também precisa deles, reinseridos no seio social, para que todos nós juntos participemos da construção de dias melhores para todos. 

É correto sim dar marmitas às pessoas em situação de rua! E ainda abrigo, moradia, dignidade! Em caso de violação de direitos, ou violência contra pessoa em situação e rua, não se omita: Disque 100!”

Integra da nota de Bia Doria:

“Em relação aos comentários sobre pessoas em situação de rua, a presidente do Conselho do Fundo Social de São Paulo, Bia Doria, esclarece que sua fala foi tirada do contexto e enfatiza que a sua intenção é que as pessoas em situação de rua tenham acesso aos abrigos públicos, onde terão alimentação de qualidade dentro das normas de higiene da Vigilância Sanitária, e uma condição de vida mais digna.

Ou mesmo nos Restaurantes Bom Prato, que recentemente decretaram gratuidade aos moradores de rua.

À frente do Fundo Social de Solidariedade, Bia Doria desenvolve uma série de ações em benefício dos mais necessitados, participando ativamente na execução das ações em campo, como a campanha “Inverno Solidário”, que já distribuiu milhares de cobertores, e a distribuição de cestas básicas em comunidades carentes” O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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