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Queda de 6,4% do PIB do Brasil

by nevadaduartina junho 25, 2020 No Comments

Por conta dos efeitos do coronavírus na economia, o Banco Central (BC) revisou suas expectativas e projetou uma queda de 6,4% na economia em 2020. A nova estimativa foi publicada nesta quinta-feira no Relatório Trimestral de Inflação.

A previsão anterior, publicada no fim de março, estimava um crescimento zero para o ano. Em dezembro do ano passado, o BC esperava um crescimento de 2,2% para o período.

No documento, o Banco Central ressalta que a pandemia tem causado desaceleração significativa do crescimento global com “magnitude e persistência” incertas. O relatório também destaca as políticas de isolamento social que geram “reduções expressivas” na atividade econômica.

“Nesse contexto, apesar da provisão adicional de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador”.

O BC espera por uma queda grande na atividade no segundo trimestre, seguido de uma recuperação “gradual” no restante do ano, “repercutindo diminuição paulatina e heterogênea do distanciamento social e de seus efeitos econômicos”.

Segundo as projeções do BC, a agropecuária deve ser o único setor econômico a registrar crescimento. No entanto, a previsão caiu de 2,9% para 1,2%. A estimativa leva em conta menor expansão na safra de grãos e no desempenho da pecuária.

Para a indústria, a estimativa de queda variou de 0,5% no último relatório para 8,5% neste. No setor de comércio e serviços, a queda projetada é de 5,3% contra uma estabilidade no relatório de março. O BC também espera uma contração “expressiva” no consumo das famílias, com revisão de crescimento de 0,8% para queda de 7,4%, “em virtude dos impactos maiores do que os antecipados” pela pandemia.

Luana Miranda, economista e pesquisadora da FGV/Ibre, destaca que a projeção do Banco Central veio em linha com as produzidas pela FGV.

— Como os serviços têm um peso muito relevante no PIB, ele é de fato o que mais vai impactar esse resultado total, mas o resultado da indústria também vai ser muito ruim. No entanto, a indústria representa uma parte menor do PIB.

A economista aponta que os dados do mercado de trabalho mais recentes e a possível extensão do auxílio emergencial podem trazer novas revisões para a projeção.

—Um ponto é a questão da ampliação do auxílio emergencial. Por quanto tempo e qual o tamanho, porque pode ajudar a aquecer a demanda no segundo semestre. Pode também ter uma paralisação do auxílio. Então isso faz muito diferença em termos de PIB, especialmente em termos de consumo da família.

A projeção do Banco Central veio em linha com a expectativa de mercado. O Boletim Focus, que reúne as previsões de agentes do mercado, mostra uma previsão de retração de 6,5% no PIB. O FMI, no entanto, revisou suas projeções e prevê uma queda ainda maior, de 9,1%.

Mercado de trabalho

No relatório, o BC destacou o início de deterioração no mercado de trabalho em março seguido de uma piora em abril, ressaltando as contrações nos números de população ocupada em postos informais, que caiu 8,6% em março e 12,4% em abril.

Voltado para o trabalho formal, o documento também citou que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com a eliminação de 1,1 milhão de postos de emprego em março e abril, mostram “forte deterioração” no mercado. O BC destaca a perda de vagas no setor de comércio, indústria da transformação e serviços de alojamento e alimentação.

Por fim, o relatório aponta para a “continuidade do movimento de eliminação dos postos de trabalho” com base na estatístisa de pedidos de seguro-desemprego, que aumentaram 53% em maio na comparação com o mesmo mês de 2019.

Inflação

Nesse novo relatório, o BC também reduziu suas projeções de inflação para este ano. Em março, a autoridade monetária projetava um índice de 2,6% e agora espera a inflação em 2,4%. Esse cenário leva em conta a taxa básica de juros, Selic, e o patamar do câmbio conforme e as expectativas do mercado.

A meta de inflação para este ano é de 4%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual pra cima ou para baixo. Se a projeção com a expectativa de mercado se confirmar, isso significa que o índice ficou fora do intervalo.

Nesse caso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deverá escrever uma carta para o ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando os motivos e as ações que o BC vai tomar para colocar a inflação da meta. Para 2021 e 2022, o BC espera que a inflação fique em 3,2%.

No Boletim Focus, a expectativa é de um índice ainda menor para 2020, chegando a 1,61%. Para 2021, a projeção é de 3% e 2022, 3,5%.

Sobre o impacto do custo da energia elétrica na inflação, um estudo do BC publicado junto com o relatório aponta que o socorro ao setor elétrico de R$ 16,1 bilhões deve diluir o efeito nos preços ao longo de cinco anos, diminuindo um aumento no custo que seria sentido pelo consumidor no ciclo 2020/2021.

Custo do empréstimo

Contrariando o fenômeno visto em outras crises, os dados apresentados pelo Banco Central mostram que os bancos não estão cobrando mais de seus clientes, em média, para emprestar durante a pandemia.

O spread —  diferença entre a captação do crédito e seu custo final para o tomador — se manteve nos patamares anteriores aos efeitos da Covid-19 na economia. “Salvo movimentos pontuais, não há elevação pronunciada e persistente do spread”, diz o estudo do BC.

O BC explica que, em parte, isso se deve a uma elevação nas garantias oferecidas pelas empresas, no caso de empréstimos para pessoa jurídica.Neste tema, o relatório também aborda o comportamento do crédito durante a crise. O destaque é para as grandes empresas, que, na busca por caixa para se manter, aumentaram a procura por crédito.

“Em parte, esse movimento é associado ao retorno de grandes empresas, que vinham privilegiando captações no exterior e emissões de dívida no mercado de capitais interno ao crédito bancário”. Para as pequenas empresas, o nível de concessão ficou no patamar anterior à crise, com uma elevação a partir de abril. O GLOBO

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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