O avanço do coronavírus em Bauru ligou o sinal de alerta na prefeitura. Em apenas dois dias, foram registrados 228 novos casos da Covid-19 no município.
Hoje, sábado (20), o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) terá reunião, por meio de videoconferência, com os chefes do Executivo dos demais municípios do Pacto Regional e ele já adianta que a tendência é de uma ampliação de restrições ao comércio e serviços.
Conforme o JC noticiou, nesta semana, o Estado notificou Bauru a cumprir o Plano São Paulo, pois a Diretoria Regional de Saúde (DRS-6), de Bauru, saiu da fase amarela para a fase laranja, onde há mais restrições. Contudo, o decreto municipal do último domingo (14) ainda manteve a autorização para atividades que não poderiam funcionar na denominada fase 2, como bares, restaurantes e salões de beleza.
O governo estadual mandou notificação para que Bauru e região passassem a cumprir todas as restrições da fase laranja e Gazzetta chegou a preparar documento com argumentos pedindo a permissão para manter a flexibilização atual. Porém, o crescimento de casos deve levar o município a repensar o questionamento ao Estado.
“Aconteceu um aumento muito acelerado. Por dois dias seguidos tivemos mais de 100 confirmações. É algo preocupante. Vamos conversar com os prefeitos da região para definir como vamos seguir a partir desta semana que vem, mas é possível que tenhamos alguma restrição maior”, disse.
CURVA
Nesta sexta-feira (19), Gazzetta se reuniu com o Comitê de Crise da pandemia de Bauru e a taxa de crescimento do coronavírus assustou. “Demoramos 60 dias para chegar a 300 casos. Em apenas quatro dias, tivemos 300 casos, nesta semana. É um crescimento muito rápido. Tivemos a abertura do comércio no começo do mês, estamos tendo um resultado de aumento agora”, lembra.
Até duas semanas atrás, Bauru vinha confirmando, em média, pouco mais de dez casos por dia. Depois, começou a ter mais confirmações, passando para mais de 40 diárias. E, nesta semana, por dois dias seguidos, foram mais de 100 registros.
DECRETO
Ainda de acordo com o prefeito, um novo decreto municipal deve ser publicado neste domingo (21), já com as definições que serão tiradas desta reunião de hoje com os prefeitos de toda a região. A lei em vigor atualmente permite a abertura do comércio por até seis horas diárias, mas obriga o fechamento aos finais de semana.
Também permitiu a abertura de bares, restaurantes, barbearias, cabeleireiros e salões de beleza, por até quatro horas diárias. No caso dos três últimos segmentos, o documento não deixou claro se a permissão valeria para os finais de semana, o que deve ser ajustado no novo decreto.
Gazzetta não adianta quais setores serão afetados a partir de segunda-feira (22), pois entende que a decisão deve sair da reunião com os prefeitos. Mas, o chefe do Executivo admite aumentar as restrições novamente, até para evitar que a região retroceda de vez e entre na fase vermelha.
Ontem, algumas regiões paulistas foram reclassificadas. Marília e Registro foram para a fase vermelha, onde estão ainda Ribeirão Preto, Presidente Prudente e Barretos. As demais seguem na fase laranja. O Plano São Paulo tem ainda mais três fases, que são a amarela, a verde e a azul.
Ocupação de UTIs
O Hospital Estadual (HE) de Bauru tinha, nesta sexta (19), uma ocupação de 74% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltados para o tratamento do coronavírus. Das 39 vagas, 29 estavam ocupadas. Já a ocupação de leitos clínicos era de 44%, com 33 dos 74 leitos preenchidos. O Estado, em nota, afirma que o índice varia constantemente.
Hospital das Clínicas segue ainda indefinido
Apesar da expectativa para uma solução ontem, sexta (19), a abertura dos 40 leitos clínicos para casos de coronavírus no Hospital das Clínicas (HC) segue sem definição. “As medidas referentes ao HC de Bauru estão em tratativas”, afirma a Secretaria de Estado da Saúde.
O secretário executivo estadual de Desenvolvimento Regional, Rubens Cury, destaca que vem mantendo contato com a pasta para que o HC seja ativado. Já o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB) lembra que também espera uma posição do Estado. JCNET
