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Enem; meninos na frente

by nevadaduartina janeiro 14, 2018 No Comments

Mais de 70% dos estudantes que tiraram as mil maiores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são meninos. No entanto, as meninas são maioria entre os candidatos. Dados tabulados mostram ainda que o total de jovens do sexo masculino se sai melhor nas quatro áreas cobradas pela mais importante avaliação do País. A maior diferença está nos exames de Matemática e Ciências da Natureza.

Os resultados indicam também disparidade de desempenho entre as raças. Garotas negras (pretas e pardas), que são a maior parte dos inscritos no Enem, representam só 6% das notas mais altas. O meninos brancos são quase 50% dessa “elite” da prova e 15% dos candidatos.

Os números são de 2016 e se referem à parte objetiva do exame, que inclui ainda Ciências Humanas e Linguagens. As notas gerais de 2017 – que não permitem esse detalhamento – devem ser divulgadas na quinta-feira. O total considerado é de 4,8 milhões de candidatos. Foram excluídos os treineiros e os que tiveram nota zero em alguma área. A reportagem checou também os mil melhores dos dois anos anteriores do Enem e o padrão se repete.

Esse grupo tem perfil semelhante. As idades variam entre 17 e 19 anos, a maioria estudou em escolas particulares e possui renda familiar acima de R$ 10 mil. Todos tiraram nota maior que 781,68, em uma escala que vai de 0 a 1.000. “Seria de se esperar que pelo menos no grupo dos mil, extremamente selecionado, as diferenças diminuíssem. E as 500 melhores meninas se equiparassem aos melhores 500 meninos”, diz a presidente do Movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz.

A análise das notas do grupo todo que fez o Enem mostra que mesmo entre os brancos há diferença de desempenho. Em Matemática, a nota de meninos brancos é 52 pontos maior que a de meninas brancas. Com relação às negras, são 81 pontos. Os jovens negros também têm desempenho melhor em Matemática e em Ciências da Natureza do que as brancas e as negras.

Independentemente da raça, homens têm nota 41,8 pontos superior às mulheres em Matemática e 24,3 em Ciências da Natureza, que inclui Física, Química e Biologia. Como a média do Enem é de 500 pontos, a quantidade é considerada significativa por estatísticos. Em Ciências Humanas há diferença de 21,6 pontos no geral, mas o desempenho das meninas é puxado para baixo pelas negras, já que as brancas têm até nota mais alta do que os homens negros. O padrão de notas mais altas dos homens se repete no Enem de 2014 e 2015.

Segundo educadores e pesquisadores ouvidos, fatores sociais e culturais explicam o pior desempenho das mulheres especialmente em Matemática e Ciências da Natureza. “O que se espera, nas famílias e nas escolas, é que as meninas sejam melhores em se comunicar, em se expressar, e não que elas se saiam bem em Matemática. Essa expectativa sobre elas e delas mesmas influencia muito na aprendizagem”, afirma Priscila.

“A explicação não deve ser buscada na Biologia, embora cérebros de homens e mulheres não sejam iguais. Mas isso não afeta a cognição, em áreas do raciocínio lógico, muito menos na inteligência”, diz o professor titular de neurociência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Lent. Para ele, o que mais influencia são as posições da família e os estereótipos da sociedade.

Os resultados do Pisa, maior exame internacional do mundo, feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram que a disparidade nas notas é comum também em outros países. A prova avalia estudantes de 15 anos em cerca de 70 países. Meninos se saem melhor do que meninas em exames de Matemática e Ciências na maioria deles.

O Pisa pesquisa a questão de gênero na educação com questionários aos alunos. Relatórios recentes mostram que as meninas dizem confiar pouco em suas habilidades em Matemática e se sentir menos motivadas a estudar a área. Nos países em que há grande diferença de nota em Ciência, as garotas também se acham menos eficientes.

Outro estudo, feito em 2017 pela consultoria Mackinsey, usando dados do Pisa, demonstrou que estudantes mais motivados têm nota 18% mais alta em Ciência do que os não motivados. Fatores ligados à atitude e à mentalidade do aluno, conclui a pesquisa, afetam mais seu desempenho do que a origem socioeconômica.

Ao questionar os pais dos estudantes, o Pisa também constatou que eles têm mais expectativa com relação aos filhos do que em relação às filhas para que trabalhem em áreas como Matemática, Tecnologia e Engenharia. “Até em países onde meninos e meninas têm uma performance semelhante em Ciência, a quantidade de meninas que veem a área como uma oportunidade de vida é significantemente inferior que a de meninos. Existe uma ligação emocional e social”, disse o diretor do Pisa, Andreas Schleicher.

No entanto, países como Finlândia, Suécia, Rússia e Estados Unidos não apresentam mais as diferenças de desempenho em Matemática entre meninos e meninas que ocorriam no começo dos anos 2000. Segundo Schleicher, isso aconteceu porque essas nações deram atenção à questão da desigualdade e passaram a oferecer programas especiais para as meninas nessas áreas.

O Brasil é um dos países em que há mais diferença entre gêneros no desempenho de Matemática no Pisa. Para a secretária executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, a nova base curricular aprovada no País pode ajudar. “Se você tiver um currículo mais instigante, que desperte o espírito investigativo e a resolução de problemas, as meninas podem ter mais interesse pela Matemática e pela Ciência.”

Na prova de Redação, sexo feminino obtém nota maior

Os resultados na prova de Redação do Enem 2016 são opostos do ponto de vista de gênero, se comparados aos da prova objetiva, que tem exames de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens. A nota média das meninas foi 540, enquanto a dos meninos foi 520.

Além disso, elas representam 70% das mil maiores notas. Quem se sai melhor são as brancas – 42,9% dessa lista. Em seguida, vêm as negras, com 23,2%. Homens brancos e negros têm proporção semelhante, 14,6% e 13,4%, respectivamente. Os resultados seguem o mesmo padrão nos exames de Redação de 2015 e 2014.

Na área de Linguagens da prova objetiva, os meninos se saem levemente melhor do que as meninas, com 4,6 pontos a mais, em média. É a área com a menor diferença, mas considerada quase insignificante do ponto de vista estatístico.

No exame internacional Pisa, meninas se saem melhor na área de Leitura na maioria dos países. Mas, ao longo dos anos, os meninos têm aumentado suas notas e a distância entre eles é menor nos exames mais atuais.

Estudos brasileiros mostram que as mulheres abandonam menos a escola porque, entre outras razões, os homens são forçados a entrar mais cedo no mercado de trabalho. As estudantes do sexo feminino também já são maioria no ensino superior no País. Essa proporção muda em áreas como Engenharia e Construção, em que apenas cerca de 35% são mulheres. Na área de Educação, as alunas representam cerca de 70%.

‘A capacidade é a mesma’, afirma cientista

O que teria levado uma jovem paraibana, na João Pessoa dos anos 1970, a sonhar em ser cientista? Em parte, pode ter sido a curiosidade e inquietude natural da infância e uma boa dose de apoio familiar. Minha infância, na Praia Formosa, rodeada de natureza, de terra e mar, pode ter sido o primeiro estímulo. Mas também a curiosidade pelas brincadeiras dos meninos, mais criativas e instigantes. Elas me fascinavam, sob o olhar rigoroso de mamãe. Adorava brincar de bolinha de gude com os meninos, criava estratégias. O que tem para pensar numa brincadeira de casinha ou boneca?

Muito estudiosa, na juventude, comecei uma graduação em Medicina, para alegria dos meus pais. Mas me apaixonei pela química orgânica e acabei mudando para Farmácia, na Universidade Federal da Paraíba. De lá, vim fazer pós-graduação em Química na USP. Como toda retirante nordestina, cheguei com uma mão na frente e outra atrás, mas não para trabalhar na construção civil e, sim, construir ciência. Somos culturalmente educadas de maneira diferente, mas a capacidade é a mesma. O importante é que as meninas tenham modelos para se inspirar. RD Repórter Diário

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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