O pico da epidemia do coronavírus (Covid-19) em Bauru deve ocorrer entre os dias 6 e 22 de abril. A estimativa, que considera este como o período em que a cidade estatisticamente registrará o maior número de casos graves da doença, foi anunciada pelo diretor da Vigilância Epidemiológica, Ezequiel Santos, em transmissão ao vivo, via Facebook, na noite de ontem, quinta-feira (2).
Na ocasião, o oitavo óbito suspeito na cidade foi divulgado, assim como o número de pacientes aguardando exames, que subiu de 167 para 174. Atualmente, o município tem três casos confirmados.
E, dos 174 em investigação, 52 são pacientes com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), sendo que 14 deles ocupam leitos nas UTIs de hospitais públicos e particulares. Os demais estão enfermarias ou em isolamento em casa.
Apesar de o total de confirmações e suspeitas ser considerado três vezes menor do que a curva de casos projetada inicialmente para o período, as autoridades ressaltam que o crescimento pode ocorrer a qualquer dia. “Temos conseguido esticar a curva de casos suspeitos, mas, infelizmente, esse número vai mudar.
Deve aumentar o número de casos graves a partir da semana que vem”, cita Ezequiel. “Espero, por Deus, que eu esteja muito errado. Digo sempre ao prefeito que a epidemiologia não é uma ciência exata, mas a previsão é de que as próximas semanas sejam piores. Então, fiquem em casa. Esta é a melhor ‘vacina'”, acrescenta.
RESTRIÇÕES
Para dar conta da demanda sem colapsar a saúde do município, que tem entre 150 e 170 leitos de UTI nas redes pública e privada, a prefeitura reforça a importância de a população permanecer em isolamento.
“Já está configurada a transmissão comunitária, por isso é de extrema importância as pessoas ficarem em casa. Quanto mais pessoas circularem, maior será a transmissão”, pontua Mário Ramos, diretor da Vigilância Sanitária, frisando que a população mais jovem possui grande capacidade de transmissibilidade da doença.
Como forma de reforçar os apelos feitos pelas autoridades em saúde, o prefeito Clodoaldo Gazzetta reitera que, especificamente no dia 7 de abril, quando, em tese, pode terminar quarentena no Estado, nada irá abrir em Bauru.
“Isso só acontecerá depois de reavaliarmos a situação da cidade, o que deve acontecer até o dia 7, mas, até lá, nada abrirá. Se os números de casos da doença não aumentar muito, podemos flexibilizar algumas medidas. Mas, se os casos aumentarem, as restrições podem, sim, piorar”, finaliza Gazzetta. JCNET
