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Não se compromete sobre tarifas

by nevadaduartina março 8, 2020 No Comments

 Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro e Donald Trump, se encontraram para um jantar na noite deste sábado em Mar-a-Lago, resort de propriedade do líder americano em Palm Beach, na Flórida. Em resposta a pergunta de um jornalista americano sobre a possibilidade de os Estados Unidos imporem novas tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros, Trump disse que não fará promessas a esse respeito.

— Nós temos um relacionamento muito bom. A amizade provavelmente está mais forte agora do que nunca — disse Trump, quando questionado sobre as tarifas. Após o repórter reiterar seu questionamento, o presidente respondeu: — Eu não faço promessas. Segundo os EUA: Ação para aumentar pressão contra Maduro está na pauta do jantar de Bolsonaro com Trump

Ainda antes do encontro, Trump disse que Bolsonaro estava fazendo um trabalho fantástico e que “o Brasil o ama, e os Estados Unidos também o amam”. Bolsonaro respondeu que havia se inspirado em algumas coisas de Trump, o que levou o americano a dizer que “deu um presente para Bolsonaro”.

— Um cara muito especial. Acabou se tornando um grande amigo eu. Eu dei para ele um grande presente. Eu dei para ele um bom presente. — afirmou o americano. — Nós não cobramos tarifas sobre algumas coisas dele. Nós o tornamos muito mais popular.

Ao final da tradução sobre o presente de Trump a Bolsonaro, o presidente brasileiro riu e concordou: “Sim!”. Respondendo a elogios de Trump pouco antes do início do jantar, o presidente brasileiro disse:

— Estou muito feliz de estar aqui. É uma honra para mim e para o meu país. Eu tenho certeza que num futuro próximo vai ser muito bom contar com um bom relacionamento de direita.

Em um comunicado conjunto, o Planalto e a Casa Branca disseram que os presidentes reafirmaram durante o encontro seu apoio mútuo à “democracia na região” — incluindo o endosso de ambos os países ao líder opositor venezuelano Juan Guaidó, considerado presidente da Venezuela por cerca de 50 países, incluindo EUA e Brasil, e esforços conjuntos para “restaurar a ordem constitucional” em Caracas.

O documento também afirma que foi discutido o apoio “aos esforços do governo interino da Bolívia para conduzir eleições livres e justas”. O pleito foi marcado para maio após a crise nas eleições de outubro que culminou na renúncia de Evo Morales. Segundo o comunicado, Bolsonaro também teria elogiado a visão americana para paz no Oriente Médio, cujo plano foi anunciado no final de janeiro sob críticas de ser favorável a Israel.

No plano econômico, a nota fala no aprofundamento das conversas para que Brasília e Washington fechem um acordo comercial neste ano e no apoio americano à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Durante o encontro, discutiu-se ainda a adesão do Brasil ao programa América Cresce, para viabilizar projetos de infraestrutura em países latino-americanos, além de cooperações militares e de defesa.

Mesa de jantar

Na mesa de jantar, estavam sentados ao lado dos presidentes a assessora e filha de Trump, Ivanka Trump, o genro Jared Kushner, o conselheiro de Segurança Nacional, Robert O’Brien, o presidente da Corporação Internacional para o Desenvolvimento das Finanças dos Estados Unidos, Adam Boehler e o diretor para Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Mauricio Claver-Carone.

Do lado brasileiro, estavam o chanceler Ernesto Araújo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, e o encarregado de Negócios da embaixada do Brasil em Washington, Nestor Forster.

Da esquerda para a direita, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o conselheiro de Segurança Nacional, Robert O'Brien, Ivanka Trump e Jared Kushner Foto: JIM WATSON / AFPDa esquerda para a direita, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o conselheiro de Segurança Nacional, Robert O’Brien, Ivanka Trump e Jared Kushner Foto: JIM WATSON / AFP

O advogado pessoal do presidente americano, Rudy Giuliani, que também esteve presente no encontro, postou em seu Twitter uma foto ao lado de Bolsonaro, chamando-o “de um herói que quase foi assassinado pouco antes de sua eleição, e que está trabalhando incansavelmente para reformar o Brasil e por um fim à corrupção”.

“A mídia esquerdista, tal qual nos Estados Unidos, se recusa a reconhecer a corrupção no estado profundo”, disse o ex-prefeito de Nova York, apontado pela investigação da Câmara, de maioria democrata, como o responsável por capitanear a campanha de pressão exercida contra a Ucrânia, parte central do processo de impeachment do qual Trump foi inocentado pelo Senado.

Mar-a-Lago

Chamado informalmente de “Casa Branca de inverno”, o resort de Mar-a-Lago, onde os presidentes se encontraram, fica em uma área reservada de Palm Beach, na Flórida, e foi concluído em 1927.

Algumas décadas depois, em 1985, foi comprado por Donald Trump por US$ 10 milhões e transformado em um resort de luxo para sócios e seus convidados — o preço básico para se tornar membro é de US$ 200 mil, dando o direito de frequentar as dependências do clube e, eventualmente, esbarrar no presidente, um assíduo frequentador da propriedade.

Desde que assumiu o cargo, em 2017, Trump fez 29 visitas, custando cerca de US$ 133 milhões aos cofres públicos, de acordo com levantamento do site Huffington Post, em fevereiro. Os custos incluem as diárias dos agentes do Serviço Secreto e até a conta deixada pelos assessores do presidente no bar do resort.

Além de suas tacadas no campo de golfe, Trump gosta de receber convidados estrangeiros na propriedade. O primeiro foi o premier japonês Shinzo Abe, ainda em 2017. No mesmo ano, o presidente chinês, Xi Jinping, também ficou hospedado em Mar-a-Lago.

O local onde aconteceu o jantar deste sábado não era uma área reservada aos chefes de Estado. Havia várias outras mesas no mesmo ambiente, ocupadas por hóspedes do resort e frequentadores do restaurante sem relação com a visita presidencial.

O encontro pode ser considerado o ponto alto da viagem do presidente aos EUA, a terceira em pouco mais de um ano no cargo. Bolsonaro, que é um admirador declarado do republicano, já se reuniu com Trump em sua visita de Estado aos EUA, em março de 2019, e na cúpula do G20 no Japão, em junho do ano passado.

Os dois tiveram um breve encontro durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2019, em Nova York, quando o brasileiro disse ao americano: “I love you”. O Globo

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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