A comissão especial com membros dos três poderes e representantes de policiais militares no Ceará formularam na tarde deste domingo (1º) uma nova proposta para tentar chegar ao fim da paralisação da PM no estado. O motim de parte dos policiais militares chegou ao 13º dia neste domingo com aumento no número de homicídios em todo o estado.
A proposta foi debatida desde a manhã e será votada, ainda neste domingo, por policiais que ocupam o 18º Batalhão da Polícia Militar, epicentro do movimento de paralisação da categoria. O deputado Evandro Leitão, representante do poder legislativo na comissão especial que tenta diálogo para encerrar a crise na segurança pública. Afirmou que não poderia revelar o conteúdo da nova proposta.
“Foi um diálogo bastante produtivo, evolui. Tivemos um produto que está sendo encaminhado para o 18º Batalhão, onde estão os manifestantes. Vamos ficar aguardando um posicionamento para que, definitivamente, possamos ter uma resolução para que o Ceará seja pacificado, e as forças de segurança voltem às atividades”, afirmou Evandro Leitão.
Além de representantes dos três poderes – Legislativo, Executivo e Judiciário –, a comissão especial tem membros da OAB, Exército, Força Nacional e Defensoria Pública. Os três interlocutores que defendem os policiais são o vereador Reginauro Medeiros, o deputado Soldado Noélio e cabo Monteiro.
Desde o início do motim dos policiais, o número de homicídios no Ceará teve um forte aumento. O número de assassinatos no Ceará cresceu 138% quando comparados os primeiros 25 dias do mês de fevereiro de 2019 e 2020.
Foram 47 policiais militares presos desde o início do motim. Desse total, 43 agentes foram presos por deserção, que é o abandono do serviço militar; 3 presos por participar em motim; e 1 PM preso por queimar um carro particular.
Outros 230 policiais foram afastados das funções por motim, insubordinação e abandono de posto de trabalho. Eles terão o pagamento de salário suspenso por 90 dias e deverão devolver distintivo, identidade funcional, algema e arma. G1
