A Câmara Municipal vai devolver, no final deste ano, R$ 1,7 milhão aos cofres da Prefeitura de Bauru. O valor é o maior desde 2010 e diz respeito à parcela do duodécimo não comprometida com despesas ou investimentos do Poder Legislativo.
O presidente da Casa, vereador Sandro Bussola (PDT), afirma que a economia é resultado da política de contenção de gastos anunciada no início de 2017 pela Mesa Diretora. “Sabíamos da dificuldade que o Executivo enfrentaria em razão do cenário econômico nacional e julgamos ser importante fazer a nossa parte, com a ajuda da Mesa Diretora, de todos os vereadores e dos servidores”, explica.
Além de ações para reduzir custos fixos da Casa de Leis, a gestão encerra o ano sem reajustar valores de nenhum contrato. “Em todos, conseguimos reduzir ou pelo menos manter, com o intuito de não aumentar despesas”, afirma Bussola.
O Orçamento da Câmara corresponde a 1,56% da Receita Corrente Líquida (RCL) do município, sendo que a legislação autoriza até 6%.
Investimentos estruturais
Apesar da devolução de R$ 1,7 milhão (aproximadamente 9% do duodécimo), a Câmara Municipal já reservou os recursos para pagar investimentos em obras e serviços estruturais do prédio que sedia suas atividades. Duas licitações para resolver antigas demandas foram concluídas com sucesso: a compra do gerador de energia e do nobreak, como forma de prevenção às frequentes oscilações de energia; e a reforma do telhado, com a substituição das telhas, que visa dar fim às goteiras que acometem o prédio.
O pregão do gerador e do nobreak reduziu em 57% o valor médio das cotações que antecederam a contratação. No do telhado, a economia foi de 15%.
“Para o início 2018, a prioridade será a contratação das intervenções previstas no projeto de segurança que garantirá à Câmara o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Na minha primeira gestão, viabilizamos o projeto. Agora, será a vez das obras.
Os orçamentos já foram coletados e, em breve, a licitação será publicada. Também vamos licitar o novo sistema de telefonia, que proporcionará a redução de gastos com telefone, demonstrando que a preocupação com a contenção de despesas será mantida”, adianta o presidente. (Assessoria de Imprensa da CMB)
