As Filipinas confirmaram hoje, domingo (2) a primeira morte pelo novo coronavírus fora da China. A vítima é um chinês de 44 anos que estava em Manila, e é o segundo caso da doença confirmado no país. O novo coronavírus já matou 304 pessoas na China e infectou mais de 14,3 mil.
Segundo o Departamento de Saúde das Filipinas, o homem morreu no sábado (1º), e estava internado em um hospital da capital filipina desde 25 de janeiro com quadro de pneumonia.
“Ele desenvolveu pneumonia grave. Nos últimos dias, estava estável e apresentava sinais de melhora. No entanto, a condição do paciente piorou nas últimas 24 horas, resultando em sua morte ”, disse o secretário de Saúde Francisco Duque
Segundo um representante da Organização Mundial da Saúde nas Filipinas, o vírus não foi adquirido dentro do país. De acordo com Rabi Abeyasinghe, o homem morava em Wuhan, na província chinesa de Hubei, onde começou a epidemia.
Emergência de saúde pública
Na quinta (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os casos do coronavírus são uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.
“Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Infecções mais rápidas
O novo vírus, chamado de 2019-nCoV, está se espalhando mais rápido, mas mata menos do que os da SARS, que causou um surto na China entre 2002 e 2003, e que o H1N1. A Sars matou 916 pessoas e contaminou 8.422 durante toda a epidemia. A taxa de letalidade é de 10,87%. Isso representa quase 11 mortes a cada 100 doentes. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Recomendações
Os especialistas recomendam a “etiqueta respiratória” para evitar a transmissão: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os serviços de saúde adotem protocolos de prevenção antes, durante e depois da chegada do paciente, com desinfecção e ventilação de ambientes. Para quem trabalha em pontos de entrada no país, como aeroportos e fronteiras, é recomendado o uso de máscaras cirúrgicas.
Caso haja algum caso suspeito em aviões, navios e outros meios de transporte, é recomendado usar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas. A inspeção de bagagens deve ser feita com máscara cirúrgica e luvas. G1
