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A dez meses das eleições municipais, a situação em Bauru ainda se encontra muito embaraçosa quanto as eventuais pré-candidaturas para a sucessão do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB).
Pelo menos doze candidaturas se preparam para entrar no jogo: Raul Gonçalves, Clodoaldo Gazzetta, Rodrigo Mandalliti, Sérgio Alba, Sandro Bussola, Luís Carlos Valle, Suellen Rosin, Fábio Manfrinato, Izzo Filho, Edu Avalone, Pedro Romualdo (Roque Ferreira) e Coronel Meira além de um possível candidato do PT, entre outros.
O primeiro detalhe a ser observado, é que a metade dos nomes que estão no tabuleiro ainda não tem legenda e aguarda abertura de janela pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), prevista para março, para troca ou filiação partidária. São eles: Raul, Meira, Sandro, Valle, Izzo e Manfrinato.
Outra observação interessante: Raul tem “apalavrado” sua filiação com o DEM, mesmo partido que já apoiou o prefeito e que até recentemente era aliado do PSDB e que atualmente abriga o governo municipal. Na esfera estadual é sabido que o governador João Doria almeja a sucessão presidencial, e seu vice, Rodrigo Garcia, consequentemente, passa a sonhar com a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Assim sendo, não podemos descartar em hipótese alguma o atrelamento das eleições municipais com as eleições de 2022 e, por consequência, os interesses de Doria e Garcia terem influência diretamente já na disputa pela prefeitura, afinal Bauru ostenta a posição de uma das principais regiões do estado de São Paulo.
Mais uma curiosidade, o ex-prefeito Izzo Filho, que busca regularização junto à justiça eleitoral para entrar no páreo, esteve em contato com o deputado Ricardo Izar (PP), o mesmo que prometeu apoio ao vereador Fábio Manfrinato para “abriga-lo” na legenda. Confuso né? Mas cabe o questionamento: o PP vai de quem?
Sandro Bussola, ainda no PDT, tem a garantia do PSD de legenda, mas será que ele se viabiliza? Afinal, em 2018 sua candidatura a deputado só não foi sacramentada por dúvida dele próprio em não assumir seu interesse pela competição. Será que agora ele vai?
Rodrigo Mandalliti conta com o aval do presidente da FIESP/CIESP, Paulo Skaff, que por sua vez não esconde de ninguém interesse na disputa de 2022 pelo governo de São Paulo. Portanto, o empresário da Federação precisa marcar território no interior para atingir seu objetivo. O emedebista bauruense vai encarar o desafio?
Suellen Rosin, que é a primeira suplente a deputado pelo Patriota e talvez a única pré-candidata que não tem os “vícios políticos” dos demais concorrentes, abrirá mão de eventualmente assumir uma vaga na Assembleia Legislativa para disputar a prefeitura em outubro?
Edu Avallone, que atualmente controla o PRB na cidade e municípios vizinhos, estará mais preparado e habilitado, além de contar com disponibilidade para comandar sua candidatura e de seus “aliados” pela região para o próximo embate que se aproxima?
E o prefeito Gazzetta, pode esperar o que do apoio do PSDB? Atualmente o partido não conta com representação na Câmara de vereadores, não disputa a prefeitura com candidatura própria desde 2008 e, no cenário nacional está mais “perdido” que bala na boca de “banguela”.
Os demais pré-candidatos: Luís Carlos Valle, Pedro Romualdo (Roque Ferreira), Sérgio Alba e o Coronel Meira (atualmente filiado ao PSB, mas de malas prontas para o PODEMOS), aguardam com expectativa o desdobramento das “incertezas” para colocarem seus times em campo.
É por essas e outras, que mesmo já sendo hora dos times estarem definidos e escalados, muita água ainda vai passar debaixo da ponte nos próximos dois meses, e não se surpreendam se nesse tabuleiro exposto houver uma mudança radical para a disputa pela prefeitura de Bauru em outubro. Quem Viver Verá.

Nossa situação e bem instável e planejada estamos com a legenda, completa. Temos candidato a prefeito e não dependemos de nenhum partido para viabilizar. Apesar de ainda estarmos em busca de.fortalecimento!!!! Um grande abraço!!! Sérgio Alba
Obgdo pela participação !!!
A virtual candidatura de Suellen Rosin pode representar não só o que há de novo para Bauru, mas representa uma candidatura que além de não ter os velhos vícios da política ainda pode trazer a seriedade que só um novo grupo, sem medalhões e sem compromissos escondidos nos porões da velha política pode trazer para a nossa Bauru. Dizem por aí que não existe política nova, mas existem novos políticos e são a eles que deveremos dar o poder na próxima eleição. Com a derrocada da administração da COHAB surgiram para a realidade bauruense grande parte dos porões já citado acima. Como, ao longo dos últimos 11 anos, não foi possível enxergar o que vinha acontecendo ali, e como o presidente afastado conseguiu enganar tanta gente, inclusive eu.
Vamos levantar uma nova bandeira e com essa nova bandeira, vamos levantar Bauru, e na próxima eleição fazer com que bons nomes cheguem ao poder, porque os nomes que aí estão a tempos não mostraram para que vieram, e com isso Bauru continua andando somente com a força de seu povo, honesto e trabalhador. Um povo que mesmo sofrido, saem todos os dias de seus lares e fazem acontecer. Vamos ajudar esse povo com novos e bons nomes, e tenham certeza que nós do Patriotas estaremos firmes e fortes nas eleições de 2020.
Um grande abraço a todos os leitores.