O Hospital Amaral Carvalho (HAC) começou a fazer microcirurgia, uma técnica pouco difundida no Brasil, que permite reconstruir partes do corpo que foram danificadas. O procedimento é realizado após intervenções oncológicas para retirada de tumores e os resultados têm alcançado sucesso entre 75% e 90% dos casos.
“A microcirurgia é o que há de mais completo no mundo para reconstrução em cirurgias oncológicas. É possível, por exemplo, retirar metade da língua acometida por um tumor e reconstruí-la com outra parte do corpo”, explica o médico Otavio Iavarone, especialista em cabeça e pescoço, pioneiro em utilizar a técnica no HAC.
A microcirurgia é indicada em casos de retirada de tumores muito grandes, de defeitos congênitos ou danos causados por acidentes. Este ano, o HAC já realizou pelos menos seis microcirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de particulares, com instrumentos vindos da Alemanha. Alguns convênios também cobrem esse tipo de procedimento.
Casos
Aparecido Donizete de Oliveira, 60 anos, da cidade de Tambaú (SP), foi um dos primeiros pacientes submetidos à microcirurgia no Hospital Amaral Carvalho. O procedimento para retirada de um tumor na boca foi realizado em maio deste ano, e o resultado superou as expectativas da família.
“Ficamos impressionados com o efeito da microcirurgia. Para eliminar o tumor, os médicos retiraram um pedaço da língua, o forro de baixo da boca e parte da mandíbula, e meu pai ficou apenas com uma cicatriz, como se tivesse feito uma cirurgia simples. Não fosse essa técnica, estaria mutilado”, disse Anderson Fernando de Oliveira, filho do paciente.
O jauense Marco Antonio Bravi, 60 anos, também se recupera de uma microcirurgia reconstrutiva. Ele tinha um tumor que invadiu um nervo da face. “Para fazer a reconstrução, os médicos tiraram um nervo do pé e implantaram no rosto. Ficou perfeito. Nem parece que fiz o procedimento”, afirmou o paciente.
Atualmente, os desafios da microcirurgia são os transplantes de face e mão. Pacientes com mutilação grave de face podem recuperar o órgão, estética e funcionalmente, por transplante microcirúrgico. Assessoria de Imprensa HAC.
