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EUA oferecem anistia a Maduro

by nevadaduartina agosto 28, 2019 No Comments

x84196790_FILE-PHOTO-Venezuelas-President-Nicolas-Maduro-gestures-during-a-meeting-with-soldiers.jpg.pagespeed.ic.FguF2RXje7 EUA sugerem anistia a Maduro se ele deixar o poder, mas líder venezuelano afirma, por canais indiretos, que “vai resistir à pressão internacional” Foto: HANDOUT / REUTERS

Um alto diplomata americano disse que osEstados Unidos não vão processar ou buscar outra forma de punir o presidente Nicolás Maduro se ele voluntariamente deixar o poder.

Elliott Abrams, enviado especial do governo de Donald Trump para aVenezuela , diz não ver indício de que Maduro deseje renunciar. Mas sua oferta de anistia foi uma mensagem a Maduro depois que os dois líderes falaram sobre conversas envolvendo integrantes do alto escalão dos dois países, algo que Abrams disse que não aconteceu.

— Não é perseguição — disse Abrams sobre Maduro em entrevista ao New York Times. — Não estamos atrás dele. Queremos que ele tenha uma saída digna e se vá. Não queremos processá-lo, queremos que  deixe o poder. O Departamento do Tesouro, no ano passado, acusou Maduro de lucrar com o tráfico de drogas na Venezuela, mas não quis apresentar uma denúncia.

O apelo mais suave, talvez pragmático, contrasta com os oito meses de sanções, isolamento internacional e ameaças do governo Trump de uma intervenção militar contra Maduro e seus apoiadores, acusados de manipular as eleições do ano passado, em que o presidente venezuelano foi reeleito para um segundo mandato.

Líderes de oposição na Venezuela não ofereceram imunidade a Maduro, a quem acusam de comandar um governo corrupto que deixou muitos venezuelanos sem comida, eletricidade ou remédios. Na entrevista, Abrams tentou esclarecer a confusão em torno dos esforços do governo americano para tentar afastar Maduro da Presidência.

Na semana passada, quando questionado sobre as notícias de negociações secretas entre Washington e Caracas, Trump disse que a Casa Branca estava em contato com o governo da Venezuela “nos mais altos escalões”. Horas depois, Maduro confirmou ter autorizado diretamente os encontros com enviados dos EUA.

Ao New York Times, Abrams disse que não era verdade.

— A ideia de que estejamos negociando está totalmente errada — disse.— A noção de que há um padrão de comunicações está errada. Há mensagens intermitentes e as pessoas vão achar a mensagem que vem de Washington totalmente previsível: a Venezuela precisa voltar ao regime democrático, Maduro precisa deixar o poder, ele não pode concorrer em uma eleição, as sanções continuam até ele sair do poder.

Impasse sobre conversas

Os comentários servem para amenizar o clima entre os líderes da oposição venezuelana, que disseram em privado que as declarações de Trump são um risco às próprias negociações em curso com o governo venezuelano, mediados pela Noruega. Uma delegação liderada pelo principal negociador da oposição, Stalin González, foi a Washington na semana passada para pedir esclarecimentos.

Abrams disse não ver qualquer vantagem em falar diretamente com Maduro. Além disso, afirmou que as mensagens recebidas por Washington através de intermediários foram “muito raras” desde o começo do ano, e que a informação que elas traziam era dúbia. Algumas foram enviadas com o conhecimento de Maduro, outras provavelmente não.

Todas traziam o mesmo texto básico: Maduro resistiria à campanha internacional que era liderada pela Casa Branca.

As mensagens que os EUA enviam a Maduro geralmente são passadas através de declarações à imprensa, no Twitter e, em certos casos, através de diplomatas europeus ou líderes religiosos. Além de reiterar as demandas americanas para que Maduro deixe o poder, os intermediários de Washington falaram sobre a situação de pelo menos cinco americanos detidos hoje na Venezuela.

Qualquer contato direto entre Washington e Caracas pode pôr de lado as negociações mediadas pela Noruega e realizadas na ilha caribenha de Barbados. As negociações em Barbados ganharam força em julho, depois que Maduro ofereceu à oposição novas eleições presidenciais em troca do fim das sanções.

Mas as conversas foram suspensas por causa das novas sanções adotadas pelos EUA no dia 5 de agosto, ameaçando o comércio de terceiros países com Caracas e bloqueando bens venezuelanos nos EUA. Pessoas próximas aos dois lados das negociações disseram que as conversas podem recomeçar já neste fim de semana.

— Quanto mais os EUA se envolvem com a Venezuela, mais problemas eles criam para o processo de negociação — afirma Temir Porras, ex-chefe de gabinete de Maduro, agora consultor político em Caracas. — Os EUA seguem uma política que tem muita influência no futuro da Venezuela, mas não é capaz de resolver a crise. Isso só pode ser feito pelos venezuelanos.

Planos para eleições

Abrams diz que a Casa Branca não vai apoiar novas eleições na Venezuela que tragam na cédula o nome de um presidente que esteja no cargo, seja ele  Maduro ou Guaidó, que se autoproclamou presidente e é reconhecido pelos EUA como tal. Se qualquer um dos dois quiser concorrer, primeiro deveria renunciar para evitar acusações de influenciar na votação. Ele ainda previu que as negociações seriam encerradas no dia 1º de outubro, para evitar que sigam sem uma resolução.

— É muito claro que Maduro não concluiu que não há mais esperanças — disse Abrams. — Mas ele pode chegar a esta conclusão amanhã.

No começo do ano, o Parlamento, que é controlado pela oposição, considerou uma proposta de anistia para tentar convencer oficiais militares a abandonarem o apoio a Maduro, mas o plano foi abandonado. Mesmo antes de ser vetado, integrantes da oposição insistiam em que Maduro não poderia escapar de acusações criminais.

O Tribunal Penal Internacional , em Haia, está investigando acusações de abusos cometidos pelas forças de segurança da Venezuela desde 2014, mas os EUA não fazem parte da corte internacional.

Qualquer oferta de anistia feita pelos EUA teria seus limites. Um funcionário da Casa Branca disse ao New York Times que o governo Trump não tem poder para retirar qualquer acusação relacionada a tráfico de drogas contra várias pessoas próximas a Maduro, incluindo ex-assessores e parentes. Abrams disse que não ia comentar se os EUA evitariam que Maduro mantivesse dinheiro ou outros bens se ele deixar o poder ou partir para o exílio.

Diego Moya-Ocampos, um analista de risco político na IHS Markit, em Londres, disse que, para funcionar, qualquer oferta de anistia para o venezuelano precisaria ser feita também para todos integrantes do primeiro escalão do governo e das Forças Armadas. Mesmo assim, ele considera que seria importante para quebrar o impasse político no país.

Escritório na Colômbia

Nesta quarta-feira, os EUA anunciaram a abertura de um escritório para assuntos relacionados à Venezuela em Bogotá. A representação será chefiada pelo encarregado de negócios dos EUA para o país, James Story, um dos últimos diplomatas americanos a sair de Caracas.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que o escritório “trabalhará para a restauração da diplomacia e da ordem constitucional do país, especialmente o bem-estar da população”. Além disso, o escritório servirá para, segundo o governo americano, dar apoio a Juan Guaidó e à oposição venezuelana. Os últimos diplomatas dos EUA a deixar a Venezuela saíram em março. O Globo/G1

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Nivaldo José

Jornalista e Radialista com mais de 25 anos de experiência em veículos de comunicação/Rádios em Bauru. Tenho como objetivo oferecer um serviço de conteúdo com responsabilidade priorizando sempre a verdade dos fatos. A credibilidade adquirida nesse período também me compromete com as fontes de informação, o que garante a qualidade do meu trabalho.

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