(foto: Minervino Junior/CB e Heuler Andrey/AFP)
Nova revelação de conversas pelo celular atribuídas a procuradores que atuaram na força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, feita hoje, terça-feira (6/8) em parceria do site The Intercept com o El País, indicam que, além de estimular a busca de informações sobre Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o coordenador do grupo, Deltan Dallagnol, demonstrou interesse também em descobrir irregularidades sobre outro ministro da Corte: Gilmar Mendes.
Reação
Na semana passada, após a divulgação de que Dallagnol teria estimulado apurações sobre Toffoli, uma série de decisões de ministros do STF foram interpretadas como uma reação aos diálogos vazados. Os ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes chegaram a solicitar que o material colhido com os suspeitos de hackear autoridades presos pela Polícia Federal seja encaminhado à Corte.
O que dizem os procuradores
O Intercept e o El País procuraram a força-tarefa de Curitiba e questionou se os procuradores pediram informações aos investigadores na Suíça sobre possíveis ligações de Mendes e Paulo Preto. E, caso tenham encontrado elementos, se os enviaram à PGR.
Por meio de nota, os procuradores afirmaram que “não surgiu nas investigações nenhum indício de que cartões da conta de Paulo Vieira de Souza tenham sido emitidos em favor de qualquer autoridade sujeita a foro por prerrogativa de função.
Qualquer ilação nesse sentido, por parte de quem for, seria mera especulação. Em todos os casos em que há a identificação de pagamentos de vantagens indevidas e lavagem de ativos no exterior, o Ministério Público busca fazer o rastreamento do destino de todos os ativos ilícitos, para identificar os destinatários desconhecidos”. Correio Braziliense
