A polícia do Rio está a procura de um empresário suspeito de estuprar seis crianças em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. De acordo com informações da 17ª DP (São Cristóvão), a mãe de parte das vítimas – que têm idades de 7, 10 e 12 anos – relatou a situação no início do mês de junho, quando começaram as investigações.
David Marcony Franco Nascimento, que teve prisão temporária decretada e está foragido, também teria abusado dos primos das vítimas, com idades de 10, 11 e 14 anos, segundo a Polícia Civil. A mãe das vítimas explicou na delegacia que, após se separar do pai das crianças, David, que é filho de consideração da avó dos menores, a convidou para morar na casa dele.
Ela viveu na residência do empresário de novembro de 2018 a março de 2019, após se desentender com David e voltar a morar na casa da mãe, na Mangueira, Zona Norte do Rio. Os filhos, segundo ela, permaneceram morando com David e com a avó, que havia transferido as crianças para uma escola particular e passou a sustentá-las.
Ainda segundo as investigações, na casa do empresário havia diversos quartos e piscina, o que atraía os primos das vítimas para a residência. Apesar da quantidade de aposentos, a polícia informou que as crianças dormiam no quarto do empresário, que dava um remédio para que elas dormissem.
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Polícia está a procura do empresário David Marcony — Foto: Reprodução / TV Globo
Dois dias após a denúncia da mãe, o delegado da 17ª DP pediu a prisão temporária de David e um mandato de busca e apreensão na casa, além das três empresas em nome dele.
A defesa do empresário emitiu uma nota de repúdio à situação e informa que, devido as próprias crianças decidiram permanecer na casa de David e que “a estrutura familiar de seus entes estava completamente danificada e, devido o envolvimento com o crime organizado por parte dos genitores das crianças”.
A advogada do empresário disse que ele nunca foi chamado para depor antes do pedido de prisão e que o cliente não se apresentou por questões de segurança. Ainda segundo a defesa, a mãe das crianças tentou chantagear o empresário após saber que ele pediu a guarda judicial dos menores.
“O apego do David aos seus sobrinhos era tão evidente que inclusive iniciou o procedimento para o pedido da guarda judicial, pois assim era a vontade das crianças. Tal fato foi visto pela genitora das mesmas como uma oportunidade de ganhar ilicitamente dinheiro, quando passou, dia após dia, a chantagear David em troca da permanência das crianças sob a sua guarda.
Por vezes David cedeu às suas chantagens, porém quando decidiu não mais bancar os seus caprichos, a mãe das crianças as buscou abruptamente e as convenceu de fazer parte dessa trama maligna para imputar ao David um crime que jamais cometeu.
O argumento usado para persuadir aos filhos a contarem tal mentira ainda não se sabe, mas em breve a verdade será estabelecida e as máscaras serão jogadas ao chão, pois pelo contexto, estavam movidos pela ganância.”, afirma a defesa do empresário. G1
